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Irã precisaria de 3 a 8 anos para ter arma nuclear, diz Baradei | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã precisaria de mais três anos, no mínimo, para desenvolver uma bomba atômica, afirmou nesta quinta-feira o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed el-Baradei. "Mesmo se o Irã quisesse ter uma arma nuclear, isso não aconteceria antes do fim desta década ou em algum momento no meio da próxima década", disse Baradei, que acrescentou em seguida que a previsão batia com a da CIA, agência secreta americana. "Em outras palavras, daqui a três a oito anos", disse o diretor da agência da ONU, durante uma conferência para discutir a proliferação de armas nucleares em Luxembrugo. Baradei advertiu as potências ocidentais contra usar a ameaça do uso da força para dissuadir países como o Irã de desenvolver armas nucleares. "Nós não podemos abrir caminho para a segurança com bombardeios", disse o diretor da AIEA. Baradei também defendeu que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, Grã-Bretanha, França, Rússia e Chian) deveriam reduzir seus arsenais nucleares para dar um exemplo aos países que tentam desenvolver esse tipo de arma. Mais sanções O presidente americano, George W. Bush, disse nesta quinta-feira que os Estados Unidos e seus aliados europeus tentarão "fortalecer nosso regime de sanções" diante da recusa do Irã em atender às exigências da ONU de suspender seu programa nuclear. No entanto, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, não se mostrou intimidado pela ameaça, segundo declarações suas reproduzidas pela imprensa iraniana. "Os inimigos querem nos impedir de usar tecnologia nuclear pacífica, não por razões científicas, mas porque eles querem erradicar as raízes dos princípios da República Islâmica", disse Ahmadinejad a comandantes da Guarda Revolucionária. "Portanto, se pararmos, mesmo por um momento, eles vão atingir seus objetivos." A declaração de Bush, durante entrevista coletiva em Washington, foi feita um dia depois de a AIEA declarar que o Irã não está cumprindo as exigências das Nações Unidas e está expandindo suas atividades atômicas, em vez de interrompê-las. A agência também disse que Teerã está bloqueando os seus esforços para inspecionar as atividades nucleares do país. Os Estados Unidos e seus aliados europeus refutaram veementemente uma sugestão anterior de Baradei de que seja permitido ao Irã manter parte de seu programa de enriquecimento de urânio. Baradei havia afirmado que o Irã já possui "conhecimento sobre como enriquecer" o urânio e que o foco da AEIA deveria ser impedir uma produção de escala industrial. Dificuldades O especialista em diplomacia internacional da BBC, Jonathan Marcus, afirma que Washington pode ter dificuldades em convencer os outros membros do Conselho de Segurança a adotar mais sanções. O Conselho já impôs duas rodadas de sanções contra o Irã por não suspender seu programa de enriquecimento de urânio, em dezembro do ano passado e em março. O governo iraniano negou que esteja atrapalhando o trabalho da AIEA e disse que vai "continuar cooperando" com a agência. Depois das sanções de março, o governo de Teerã passou a limitar sua cooperação com a AIEA. Mesmo assim, os inspetores da agência ainda visitam regularmente as instalações atômicas do Irã, dentro do Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Os Estados Unidos acusam o Irã de tentar fabricar armas atômicas. Teerã nega as acusações e diz que seu programa nuclear tem fins pacíficos, exclusivamente para a produção de energia. |
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