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Presidente turco veta reforma que prevê eleição direta | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Turquia, Ahmet Necdet Sezer, vetou nesta sexta-feira uma série de mudanças constitucionais que permitiram que o povo elegesse o chefe de Estado do país. A emenda foi proposta depois que legisladores da oposição - apoiadores do secularismo - boicotaram uma votação para eleger o candidato do partido do governo, islamista, Abdullah Gul. Gul, que ocupa o cargo de ministro do Exterior, retirou sua candidatura, e o governo convocou eleições antecipadas para 22 de julho. Segundo o sistema vigente atualmente na Turquia, o presidente é eleito pelo Parlamento. Sem 'razão justificada' O veto de Sezer ao pacote de reformas já era esperado. Em uma declaração, o presidente, que também é laico, disse que "não havia uma razão justificada e aceitável, ou necessidade" para a emenda. O primeiro-ministro, Recep Tayyip Erdogan, indicou que seu governo vai pressionar o Parlamento pelas reformas. Sezer não pode vetar a mesma proposta de reforma duas vezes. Ele teria que aprovar a lei ou convocar um referendo. As propostas de reformas incluem o projeto de deixar os eleitores votarem em um presidente por um mandato de cinco anos, que pode ser repetido uma vez. Atualmente o Parlamento elege o presidente da Turquia para um mandato de sete anos, que não é renovável. Manifestações A crise política começou quando o Partido Justiça e Desenvolvimento (AK), do governo, tentou nomear Gul para a Presidência. O político é acusado pela oposição de ter um programa político islamista, embora ele negue. Ocorreram grandes manifestações, sendo que pelo menos um milhão de turcos foram às ruas na cidade de Izmir, no começo deste mês. Os militares turcos também entraram na questão, alertando que vão interferir para defender o Estado laico. Apesar das manifestações, correspondentes e pesquisas de opinião indicam que o partido AK ainda é o mais popular do país. |
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