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Atualizado às: 12 de abril, 2007 - 19h29 GMT (16h29 Brasília)
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EUA, UE, Brasil e Índia querem retomar Doha até fim do ano
Ministros da Índia, Kamal Nath, e do Brasil, Celso Amorim
Ministros de Índia e Brasil participam de reunião do G4
Os principais países que negociam o comércio internacional anunciaram nesta quinta-feira que pretendem reabrir a Rodada Doha até o final deste ano.

Em reunião em Nova Délhi, na Índia, os ministros e representantes de Estados Unidos, União Européia, Índia e Brasil – ou G4, como são conhecidos dentro da Organização Mundial do Comércio (OMC) – anunciaram planos de retomar a rodada internacional de negociações para liberalização do comércio e derrubada de barreiras.

"Nós acreditamos que, ao intensificar o nosso trabalho, podemos atingir uma convergência e, portanto, contribuir para concluir a Rodada até o fim de 2007", afirmaram as autoridades em um comunicado conjunto, que também foi assinado por ministros da Austrália e do Japão.

A Rodada Doha foi iniciada em 2001 no Catar e interrompida em julho do ano passado, por falta de consenso entre os países. Tentativas anteriores de retomar a Rodada, com estabelecimento de prazos, fracassaram.

'Meta realizável'

O ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, disse à agência de notícias Associated Press, na Índia, que o Brasil não vai assinar qualquer acordo que não observe as necessidades das nações mais pobres.

No entanto, Amorim fez um alerta. "Se nós não concluirmos (a Rodada) no futuro próximo, acho que muito estará em risco", afirmou o ministro.

A representante americana para o Comércio, Susan Schwab, disse que os Estados Unidos estão "dispostos a fazer mais do que a sua parte" para que um acordo seja firmado.

"Minha avaliação é de que nós podemos traduzir este sentimento de urgência em ação, com uma meta realizável", disse Schwab.

Entre os assuntos que estão emperrando a pauta de Doha está a disputa entre Estados Unidos e União Européia envolvendo subsídios agrícolas e a reivindicação de ambos por maior acesso aos mercados de produtos manufaturados em países em desenvolvimento, como Brasil e Índia.

Apesar de não se ter chegado a um acordo sobre estas questões, o comissário europeu para o Comércio, Peter Mandelson, disse que "este foi um encontro muito melhor do que muitos haviam previsto".

O ministro indiano do comércio, Kamal Nath, também elogiou o empenho dos países na retomada das negociações.

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Comércio mundial deve crescer menos em 2007, diz OMC.
Navio com mercadoriasEconomia
Brasil cai em rankings de comércio exterior da OMC.
Susan Schwab, representante de Comércio dos EUAComércio exterior
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