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Choques deixam pelo menos 14 mortos na Somália | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Forças do governo, com o apoio da Etiópia, e insurgentes armados travaram novos combates na capital da Somália, Mogadíscio, nesta quarta-feira. Pelo menos 14 pessoas foram mortas e 60 ficaram feridas no confronto. Sites na Somália publicaram fotos de pessoas arrastando os corpos de soldados pelas ruas de Mogadíscio e colocando fogo nos cadáveres. Os combates foram considerados os mais violentos desde a queda, no ano passado, dos militantes islâmicos que dominavam a região. Cerca de 1,2 mil soldados da União Africana foram enviados para Mogadíscio em março para tentar estabilizar a capital. Dezenas de pessoas foram mortas durante ataques de insurgentes em Mogadíscio nos últimos dois meses e meio. O governo responsabiliza o grupo União das Cortes Islâmicas pelos ataques. Soldados etíopes, que estão na cidade desde dezembro dando apoio às forças do governo de transição, entregaram a responsabilidade às forças da União Africana gradualmente. Sinal O correspondente da BBC em Mogadíscio, Mohammed Olad Hassan, afirma que forças somalis e etíopes, com o apoio de tanques e veículos blindados, entraram em uma das fortalezas dos insurgentes no centro de Mogadíscio antes do amanhecer. Os soldados encontraram centenas de insurgentes com os rostos ocultos por máscaras. Fotografias do incidente mostram pessoas reunidas em volta do corpo de um soldado morto durante o combate. Outras fotos publicadas no site da Shabelle Media Network parecem mostrar os corpos de dois soldados arrastados pelas ruas. A página na internet informa que um dos corpos era de um soldado do governo da Somália e outro era de um etíope. Correspondentes afirmam que as cenas lembram os eventos de 1993, quando os corpos de soldados americanos foram arrastados pelas ruas de Mogadíscio por milicianos. Insegurança Quando a União das Cortes Islâmicas assumiu o poder na capital, em 2006, a insegurança dos últimos 16 anos na Somália diminuiu durante um período de seis meses. Mas a insegurança voltou ao país com a queda dos militantes islâmicos e a ONU estima que cerca de 40 mil pessoas fugiram de Mogadíscio desde fevereiro. Segundo o correspondente da BBC, um aumento dramático nos ataques contra alvos do governo ocorreu nas últimas semanas. Os novos ataques ocorrem em um momento em que o governo afirma planejar uma conferência nacional de reconciliação em Mogadíscio, em abril. Insurgentes poderiam estar tentando sinalizar que a cidade não é segura para a reunião. |
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