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Atualizado às: 31 de janeiro, 2007 - 11h08 GMT (09h08 Brasília)
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Cúpula frustra expectativas sobre força de paz para a Somália
Soldado da UA
Soldados da UA deverão substituir tropas etíopes na Somália
Líderes da União Africana (UA) conseguiram garantir apenas 4 mil dos 7,6 mil soldados previstos para a força de paz para a Somália, depois de dois dias de reunião de cúpula da organização na capital da Etiópia, Adis Abeba.

A força deverá substituir as tropas etíopes, cuja intervenção provocou um recuo da milícia islâmica que dominava partes do país.

Notícias vindas da Somália indicam que a noite foi de distúrbios na capital, Mogadíscio.

Homens armados não identificados lançaram morteiros contra uma base militar no nordesta da capital, e ocorreram cinco fortes explosões na capital.

Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques, mas correspondentes dizem que funcionários do governo acusaram integrantes da União das Cortes Islâmicas de planejar a violência.

Na noite de terça-feira, o governo impôs um toque de recolher na cidade de Baidoa, no sudeste do país e deverá também baixar a medida em Mogadíscio.

Apelo

Uganda, Nigéria, Gana e Malauí se comprometeram a contribuir com a força de paz com 4 mil soldados.

FORÇA PROPOSTA
Propostos 9 batalhões - 7,6 mil soldados
Uganda: 1,5 mil soldados oferecidos, sujeito a aprovação do Parlamento
Malavi: oferta de até mil soldados
Nigéria: mil soldados oferecidos
Gana: supostamente ofereceu soldados
Benin: estuda o assunto
Burundi: estuda o assunto
Tanzânia: estuda o assunto
Ruanda: estuda o assunto
África do Sul: não enviará tropas

John Kufuor, o presidente de Gana que está à frente da UA, fez um apelo para que os países-membros da organização se comprometam a enviar mais soldados, acrescentando que o envio da força "comece o mais breve possível".

Kufuor foi eleito na segunda-feira para a presidência da UA, derrotando Omar al-Bashir, presidente do Sudão, por causa do conflito em Darfur.

Bashir negou reiteradamente apoiar as milícia Janjaweed, acusada de cometer atrocidades em Darfur e disse que os problemas na região foram exagerados.

Reconciliação somali

Na terça-feira de manhã, o presidente Abdullahi Yusuf anunciou uma conferência de reconciliação - com data ainda a ser confirmada - dizendo que dará a todos os somalianos "uma oportunidade justa"para participar dos esforços para voltar à estabilidade duradoura.

Yusuf disse que a conferência vai incluir líderes religiosos e de clãs, mas ele não disse se os moderados da União das Cortes Islâmicas serão convidados.

O Comissário da União Européia para o Desenvolvimento, Louis Michel, disse que isso significa que o bloco poderá liberar US$ 20 milhões para financiar a força de paz.

União Européia, Estados Unidos e Nações Unidas - todos pediram a Yusuf que inclua islamistas moderados na administração. Os Estados Unidos ofereceram apoio aéreo para a força de paz.

Em dezembro, milhares de soldados etíopes foram enviados para ajudar o débil governo interino da Somália a expulsar a União das Cortes Islâmicas de boa parte do sul e centro do país, que a milícia controlava há seis meses.

Mas a Etiópia diz que busca retirar logo suas tropas da Somália.

O repórter da BBC, Adam Mynott, disse que a menos que a insegurança seja contida rapidamente, a Somália vai descambar novamente para a anarquia, que prevaleceu no país durante 16 anos.

Um grupo somaliano previamente desconhecido, "Movimento de Resistência Popular", ameaçou enfrentar os soldados da força de paz.

"A Somália não é um lugar onde você pode vir e ganhar um salário - é um lugar onde você pode morrer", diz mensagem do grupo colocada em um website islâmico.

Miliciano somaliSomália
Conheça os detalhes do conflito no país do leste africano.
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