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Rice: Acordo com Coréia do Norte é mensagem para Irã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, rejeitou uma sugestão de que o acordo firmado com a Coréia do Norte será visto como uma recompensa por mau comportamento por nações como o Irã, que também está sob pressão por causa de seu programa nuclear. "Por que isso não pode ser visto como uma mensagem para o Irã, de que a comunidade internacional pode unir seus recursos (para enfrentar países que proliferam tecnologia nuclear)?", disse. Rice saudou o acordo firmado com a Coréia do Norte sobre o programa nuclear do país durante conversações multilaterais na capital chinesa, Pequim. As autoridades norte-coreanas concordaram em dar os primeiro passos para desarmamento nuclear, prometendo desativar seu principal reator nuclear em troca de ajuda em combustíveis. Estados Unidos e Japão também prometeram iniciar um diálogo com a Coréia do Norte para a formação de laços mais estreitos. Rice disse que o acordo "não é o fim da estória", mas um bom começo. "A meta é a completa, verificável e irreversível desnuclearização da península coreana", afirmou. "Este é um bom começo para isso." "Primeiro passo" O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que o acordo é um "primeiro passo muito importante" para o desarmamento nuclear da península da Coréia. No entanto, Snow fez ressalvas sobre o futuro da península: "Se eles não cumprirem os termos, não receberão os benefícios que desejam", disse o porta-voz, em Washington. "Ainda há possibilidade de sanções da comunidade internacional." O negociador americano na China, Christopher Hill, disse que o acordo é "apenas uma fase da desnuclearização". "Ainda não terminamos", disse Hill. John Bolton, ex-embaixador americano na ONU, disse que a Coréia do Norte não deve ser recompensada com "grandes carregamentos de petróleo" por apenas desfazer parcialmente seu arsenal nuclear. Japão Uma notícia veiculada pela agência estatal da Coréia do Norte afirmou na terça-feira que o país concordou em suspender suas operações nucleares apenas parcialmente.
De acordo com o enviado especial da China, Wu Dawei, a Coréia do Norte prometeu desativar nos próximos 60 dias o principal reator do país, de Yongbyon, em troca de 50 mil toneladas de doações em combustíveis. O fechamento seria acompanhado por inspetores internacionais. Além disso, o país ainda receberia um milhão de toneladas de petróleo, ou o equivalente a isso em outros suprimentos de energia, para encerrar permanentemente suas operações nucleares. Os Estados Unidos concordaram em começar um processo para retirar a Coréia do Norte da sua lista de Estados terroristas e restabelecer relações diplomáticas. O Japão também prometeu discutir uma forma de normalizar suas relações com o regime de Pyongyang. O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, disse que o governo de Tóquio não vai enviar ajuda à Coréia do Norte, já que não houve acordo sobre os japoneses capturados no país nos anos 70 e 80. Três anos O enviado chinês disse que o acordo é "favorável para o processo paz no nordeste da Ásia para a melhora de relações entre países importantes". As negociações para pôr fim ao programa nuclear norte-coreano já duram três anos. A última rodada de discussões entre seis países – China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Estados Unidos, Japão e Rússia – começou na quinta-feira passada e foi concluída nesta terça. Um acordo anterior, firmado em setembro de 2005, acabou não sendo implementado por diferenças entre Washington e Pyongyang. Desde outubro, o assunto virou prioridade, depois que a Coréia do Norte realizou seu primeiro teste atômico. |
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