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Negociações com Coréia do Norte são retomadas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo de seis interlocutores que discute a crise norte-coreana retomou as negociações nesta quinta-feira na capital chinesa, Pequim, entre rumores de que Washington e Pyongyang já chegaram a um entendimento sobre os termos de um acordo. Coréia do Norte, Coréia do Sul, Estados Unidos, China, Japão e Rússia tentam por fim a anos de impasse. O governo americano pressiona o regime do líder Kim Jong-Il a abandonar seu programa de armas nucleares; os norte-coreanos insistem que antes sejam levantadas as sanções aplicadas pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. Restrições comerciais e financeiras foram aplicadas depois de testes nucleares realizados pelo governo norte-coreano, em outubro do ano passado. Acordo No dia em que o grupo de seis países volta à mesa de negociações, o jornal japonês Asahi Shimbun circula com a informação de que Washington e Pyongyong já teriam chegado a um entendimento para um futuro acordo. De acordo com a matéria, os dois países teriam assinado um memorando neste sentido em janeiro, ao final de um encontro em Berlim. A Coréia do Norte se comprometeria a interromper as operações de seu reator nuclear em Yongbyon, e a permitir a entrada de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), diz o jornal. Em contrapartida, os Estados Unidos proveriam ajuda humanitária e militar ao país comunista. O jornal não especificou a natureza nem o volume da ajuda envolvida. O negociador americano, Christopher Hill, negou o conteúdo da reportagem, mas disse que "existe um desejo real de fazer progressos". Já seu colega norte-coreano, Kim Kye-kwan, declarou: "Não estou otimista nem pessimista, porque há ainda muitos pontos de conflito para resolver". "A avaliação (do resultado das negociações) vai se basear na disposição dos Estados Unidos de abandonar sua postura hostil contra nós, e co-existir em paz", ele acrescentou. Disposição Durante as negociações entre EUA e Coréia do Norte em Berlim, os enviados norte-coreanos demonstraram interesse pelo que perceberam como sinais de flexibilidade de Washington. Por vários anos, os Estados Unidos se recusaram a manter qualquer tipo de relação bilateral com Pyongyang. Relatos afirmam que Pyongyang estaria disposta a iniciar a desmilitarização nuclear da Península Coreana em troca de 500 mil toneladas de combustível e outros benefícios. Em meio a um inverno rigoroso, o país tem vivenciado falta de alimentos nas últimas semanas. |
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