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Atualizado às: 19 de janeiro, 2007 - 11h44 GMT (09h44 Brasília)
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Negociações com EUA 'progridem', diz Coréia do Norte
Kim Kye-gya
Kim Kye-gyan foi o representante norte-coreano em Berlim
A Coréia do Norte anunciou nesta sexta-feira que chegou a alguns avanços em suas negociações com os Estados Unidos, depois do encontro entre representantes dos dois países em Berlim, nesta semana.

O correspondente da BBC em Seul, Charles Scanlon, disse que o anúncio, feito por um porta-voz do ministério das Relações Exteriores norte-coreano, é bem mais positivo do que o normal.

O negociador americano, Christopher Hill, chegou à Coréia do Sul nesta sexta-feira para preparar uma nova rodada das negociações multilaterais sobre as ambições nucleares de Pyongyang.

As negociações, que envolvem Estados Unidos, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão, Rússia e China, recomeçaram em dezembro passado, depois de terem ficado mais de um ano suspensas.

Diálogo

Hill e o seu colega norte-coreano, Kim Kye-gyan, encerraram os três dias de negociação em Berlim na última quinta-feira.

A reunião em Berlim aconteceu em “uma atmosfera sincera e positiva, em que chegamos a alguns acordos”, disse um porta-voz de Pyongyang, segundo a agência de notícias estatal do país, KCNA.

O correspondente da BBC afirma que a Coréia do Norte está claramente encorajada pelos sinais crescentes de flexibilidade de Washington, passados somente quatro meses do teste nuclear realizado pelo país.

Por vários anos, os Estados Unidos se recusaram a manter qualquer tipo de relação bilateral com Pyongyang, o que faz com que o encontro em Berlim seja ainda mais significativo.

Mas ainda que os norte-coreanos vejam a reunião em Berlim como um “diálogo direto”, essa não é a mesma visão de Washington. “Este encontro não significa uma negociação bilateral”, disse o porta-voz da Casa Branca, Tony White.

“O que aconteceu em Berlim entre Chris Hill e o representante da Coréia do Norte foi somente uma preparação para as negociações multilaterais”, disse Snow.

Sanções

Ainda segundo o correspondente da BBC, Washington tem dado sinais de que estaria disposto a relaxar na cobrança das sanções econômicas impostas à Coréia do Norte em 2005.

Essas sanções foram a razão pela qual Pyongyang resolveu se retirar das negociações multilaterais por mais de um ano.

Anteriormente, os Estados Unidos se referiam às sanções como sendo uma forma de isolar economicamente o regime de Pyongyang e que elas não seriam negociáveis.

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