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Atualizado às: 13 de fevereiro, 2007 - 17h04 GMT (15h04 Brasília)
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EUA definem acordo com Coréia do Norte como '1º passo'
Negociadores Kim Kye Gwan (Coréia do Norte), Wu Dawei (China) e Christopher Hill (EUA)
Negociadores da Coréia do Norte, China e EUA apertam as mãos
A Casa Branca elogiou o acordo para pôr fim ao programa nuclear norte-coreano anunciado nesta terça-feira em Pequim.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse que o acordo é um "primeiro passo muito importante" para o desarmamento nuclear da península da Coréia.

No entanto, Snow fez ressalvas sobre o futuro da península: "Se eles não cumprirem os termos, não receberão os benefícios que desejam", disse o porta-voz, em Washington. "Ainda há possibilidade de sanções da comunidade internacional."

O negociador americano na China, Christopher Hill, disse que o acordo é "apenas uma fase da desnuclearização". "Ainda não terminamos", disse Hill.

John Bolton, ex-embaixador americano na ONU, disse que a Coréia do Norte não deve ser recompensada com "grandes carregamentos de petróleo" por apenas desfazer parcialmente seu arsenal nuclear.

Japão

Uma notícia veiculada pela agência estatal da Coréia do Norte afirmou nesta terça-feira que o país concordou em suspender suas operações nucleares apenas parcialmente.

Tony Snow, porta-voz da Casa Branca
 Se eles não cumprirem os termos, não receberão os benefícios que desejam
Tony Snow, porta-voz da Casa Branca

De acordo com o enviado especial da China, Wu Dawei, a Coréia do Norte prometeu desativar nos próximos 60 dias o principal reator do país, de Yongbyon, em troca de 50 mil toneladas de doações em combustíveis.

O fechamento seria acompanhado por inspetores internacionais.

Além disso, o país ainda receberia um milhão de toneladas de petróleo, ou o equivalente a isso em outros suprimentos de energia, para encerrar permanentemente suas operações nucleares.

Os Estados Unidos concordaram em começar um processo para retirar a Coréia do Norte da sua lista de Estados terroristas e restabelecer relações diplomáticas. O Japão também prometeu discutir uma forma de normalizar suas relações com o regime de Pyongyang.

O ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Aso, disse que o governo de Tóquio não vai enviar ajuda à Coréia do Norte, já que não houve acordo sobre os japoneses capturados no país nos anos 70 e 80.

Três anos

O enviado chinês disse que o acordo é "favorável para o processo paz no nordeste da Ásia para a melhora de relações entre países importantes".

As negociações para pôr fim ao programa nuclear norte-coreano já duram três anos. A última rodada de discussões entre seis países – China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Estados Unidos, Japão e Rússia – começou na quinta-feira passada e foi concluída nesta terça.

Um acordo anterior, firmado em setembro de 2005, acabou não sendo implementado por diferenças entre Washington e Pyongyang.

Desde outubro, o assunto virou prioridade, depois que a Coréia do Norte realizou seu primeiro teste atômico.

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