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Atualizado às: 09 de fevereiro, 2007 - 12h15 GMT (10h15 Brasília)
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Palestinos e polícia se enfrentam em Jerusalém
Confrontos em Jerusalém próximos à Mesquita de Al-Aqsa
Região dos choques é sagrada para judeus e muçulmanos
A polícia israelense entrou em confronto com manifestantes palestinos em Jerusalém nesta-feira, nas proximidades da mesquita de Al-Aqsa, uma das mais importantes do mundo islâmico.

Usando balas de borracha e bombas de efeito moral, a polícia tentou dispersar os manifestantes. Forças de segurança israelense chegaram ao local para conter o tumulto.

A polícia israelense disse que 17 manifestantes e 15 policiais ficaram feridos.

O local tem sido palco de tensão há dias, desde o início de obras de restauração que, segundo os manifestantes muçulmanos, colocariam em risco a estrutura da mesquita, que fica em um complexo sagrado para judeus e muçulmanos.

Israel, por sua vez, diz que as obras são necessárias para aumentar a segurança dos visitantes.

O complexo foi pivô do início da intifada (revolta palestina) em 2000, iniciada depois de uma polêmica visita do então líder da oposição israelense, Ariel Sharon, à mesquita.

Mesquita de Al-Aqsa
Teme-se que os trabalhos afetem a estrutura da mesquita

Sitiados

O xeque Mohammad Hussein, que está dentro da mesquita, falou à BBC por telefone e afirmou que as forças israelenses isolaram a área, sem permitir que ninguém entre ou saia.

"Estamos sitiados. Não estão deixando nem ambulâncias entrarem para tirar os feridos palestinos. Equipes de emergência estão cuidando deles", afirmou.

O lugar onde está a mesquita de Al-Aqsa é sagrado para os muçulmanos não só pela mesquita mas também pelo Domo da Rocha, que é um dos pontos-chave no conflito do Oriente Médio.

O local em que fica o Domo também é venerado pelos judeus, por ser onde ficava um antigo templo, destruído pelos romanos por volta no século um.

O acesso à mesquita de Al-Aqsa agora é restrito a mulheres e a muçulmanos com mais de 45 anos, todos portadores de identificação expedida por Israel.

Temores

O correspondente da BBC em Jerusalém Matthew Price disse que, apesar de os confrontos serem limitados, teme-se que eles provoquem conseqüencias maiores por causa da tensão que circunda a área.

Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia, disse à BBC que mais de 2,5 mil policiais foram enviados para a área com a missão de impedir que os atritos se espalhem.

"Temos controle total da situação. Nossos policiais estão em toda Jerusalém Oriental", disse.

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