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Palestinos e polícia se enfrentam em Jerusalém | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia israelense entrou em confronto com manifestantes palestinos em Jerusalém nesta-feira, nas proximidades da mesquita de Al-Aqsa, uma das mais importantes do mundo islâmico. Usando balas de borracha e bombas de efeito moral, a polícia tentou dispersar os manifestantes. Forças de segurança israelense chegaram ao local para conter o tumulto. A polícia israelense disse que 17 manifestantes e 15 policiais ficaram feridos. O local tem sido palco de tensão há dias, desde o início de obras de restauração que, segundo os manifestantes muçulmanos, colocariam em risco a estrutura da mesquita, que fica em um complexo sagrado para judeus e muçulmanos. Israel, por sua vez, diz que as obras são necessárias para aumentar a segurança dos visitantes. O complexo foi pivô do início da intifada (revolta palestina) em 2000, iniciada depois de uma polêmica visita do então líder da oposição israelense, Ariel Sharon, à mesquita.
Sitiados O xeque Mohammad Hussein, que está dentro da mesquita, falou à BBC por telefone e afirmou que as forças israelenses isolaram a área, sem permitir que ninguém entre ou saia. "Estamos sitiados. Não estão deixando nem ambulâncias entrarem para tirar os feridos palestinos. Equipes de emergência estão cuidando deles", afirmou. O lugar onde está a mesquita de Al-Aqsa é sagrado para os muçulmanos não só pela mesquita mas também pelo Domo da Rocha, que é um dos pontos-chave no conflito do Oriente Médio. O local em que fica o Domo também é venerado pelos judeus, por ser onde ficava um antigo templo, destruído pelos romanos por volta no século um. O acesso à mesquita de Al-Aqsa agora é restrito a mulheres e a muçulmanos com mais de 45 anos, todos portadores de identificação expedida por Israel. Temores O correspondente da BBC em Jerusalém Matthew Price disse que, apesar de os confrontos serem limitados, teme-se que eles provoquem conseqüencias maiores por causa da tensão que circunda a área. Micky Rosenfeld, porta-voz da polícia, disse à BBC que mais de 2,5 mil policiais foram enviados para a área com a missão de impedir que os atritos se espalhem. "Temos controle total da situação. Nossos policiais estão em toda Jerusalém Oriental", disse. |
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