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Hamas acusa Israel de prender ministro palestino | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O grupo radical islâmico Hamas, que assumiu o governo palestino em março, acusou nesta quinta-feira a polícia de Israel de prender um dos membros do partido que faz parte do gabinete de ministros da Autoridade Nacional Palestina. O Hamas diz que Khaled Abu Arafa, ministro para Questões de Jerusalém, foi preso com seus guarda-costas quando estava a caminho de al-Azaria, um subúrbio da cidade onde pretendia abrir um escritório. Abu Arafa acabou sendo libertado no início da tarde, algumas horas após sua detenção. De acordo com o grupo islâmico, não é a primeira vez que ele é preso por autoridades israelenses. Segundo o Exército israelense, o ministro foi detido por estar proibido de entrar na Cisjordânia, por razões de segurança. Ele teria sido solto sem passar por interrogatório, segundo o Exército, porque não havia dúvidas sobre suas intenções. Pressão Segundo o relato dos membros do Hamas à agência de notícias Associated Press, jipes com policiais israelenses estariam esperando a chegada de Abu Arafa e pararam seu carro no caminho a al-Azaria. Um de seus guarda-costas disse à BBC que o carro do ministro foi parado e os policiais pediram seus documentos. Após uma discussão, Abu Arafa acabou detido. Para o analista de Oriente Médio da BBC, Roger Hardy, a detenção do ministro palestino é mais simbólica do que qualquer outra coisa, mas faz parte de uma confrontação mais ampla, entre Israel e o novo governo liderado pelo Hamas, cujo desfecho é incerto. Ele diz que o governo israelense tem muitas formas de pressionar o Hamas, que não reconhece o direito de Israel existir. Entre essas formas de pressão estaria impedir o livre movimento dos membros do governo palestino. Jerusalém Jerusalém Oriental está no centro do conflito israelo-palestino. Os palestinos são a maioria dos moradores da região. Israel considera Jerusalém sua capital indivisível, enquanto os palestinos querem a parte oriental da cidade como capital de seu futuro Estado. Jerusalém Oriental, assim como a Cisjordânia, está ocupada por Israel desde 1967. A parte leste da cidade foi anexada por Israel em 1981, mas a ação não foi reconhecida pela comunidade internacional. De acordo com o plano de retirada unilateral proposta pelo premiê Ehud Olmert e por seu partido Kadima, vencedor das eleições parlamentares da semana passada, Jerusalém Oriental e partes da Cisjordânia, principalmente no entorno da cidade, permaneceriam sob o domínio israelense. |
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