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Ministros em Davos tentam chegar a acordo sobre Doha | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os ministros do Comércio Exterior de cerca de 30 países que estão participando do Fórum Econômico de Davos, na Suíça, se reúnem neste sábado para tentar retomar as negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC), conhecidas como a Rodada Doha. As negociações foram suspensas em julho de 2006 em meio a diferenças criadas por subsídios agrícolas e tarifas sobre produtos importados. Em um pronunciamento feito ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pressionou as nações ricas para que elas demonstrem flexibilidade para chegar a um acordo que ajudaria a diminuir a pobreza em muitos países e injetaria bilhões de dólares na economia mundial. Empresários de diversos setores também pressionam os governos para que se chegue a um acordo. Riscos O ministro sul-africano do Comércio Exterior, Mandisi Mpahlwa, disse à Reuters que seu país está muito preocupado com a possibilidade de que o acordo fracasse. “Nunca tivemos uma rodada com tanto em jogo e a possibilidade de que tudo se perca também é muito grande”, disse Mpahlwa. Já o premiê britânico, Tony Blair, expressou otimismo que as negociações venham a ser retomadas, por causa dos diversos sinais de que todas as partes estão prontas a fazer concessões. “Se der certo, será excelente. Senão, será catastrófico”, disse Blair. A Rodada Doha foi criada em 2001, mas tem enfrentado dificuldades por causa da intransigência dos países em fazer concessões. Estados Unidos e União Européia (UE) querem que países em desenvolvimento, como Brasil e Índia, abram suas economias para a entrada de bens e serviços, mas se recusam a abrir mão de subsídios agrícolas e tarifas de importação. O correspondente de economia da BBC, Andrew Walker, disse que recentemente têm havido sinais de que EUA e UE estão mais abertos à negociação sobre esses pontos delicados. 'Fast-track' O progresso em Davos não será suficiente para que se chegue a um acordo completo, diz Walker, mas será um sucesso se recolocar as negociações em movimento. O ideal para a Rodada Doha seria que se chegasse a um vasto acordo que reduzisse barreiras em produtos agrícolas, industriais e de serviços, cobrindo diversos setores, como o setor bancário, de informática e de turismo Se as negociações forem retomadas, o presidente americano, George W.Bush, teria de convencer o Congresso de seu país a lhe renovar a autoridade para fechar acordos comerciais sem se submeter à muita burocracia. Essa possibilidade é conhecida como “fast-track”. A licença dada a Bush acaba em junho próximo e o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, está tentando encorajar os países-membros a convencer o Congresso americano – agora sob controle democrata – que vale a pena renovar o processo. Caso o Congresso decida não renovar a Bush a autoridade de fechar acordos comerciais, qualquer decisão da OMC pode ser prejudicada pelos congressistas americanos, levando a Rodada Doha a se atrasar por mais vários anos – ou mesmo fracassar de vez. |
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