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Atualizado às: 26 de janeiro, 2007 - 18h40 GMT (16h40 Brasília)
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Lula acredita em acordo na Rodada de Doha até abril

Tony Blair e Lula no Fórum Econômico Mundial, em Davos
Blair e Lula discutiram formas de reabrir a Rodada de Doha
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira na Suíça que acredita que um acordo dentro da Rodada de Doha – negociação mundial de comércio – será firmado até abril.

“Estou convencido de que nos próximos três ou quatro meses fecharemos um acordo na Rodada de Doha”, disse Lula em um painel do Fórum Econômico Mundial, em Davos. “Acho que isso tem que se fazer até o mês de abril.”

As negociações da Rodada estão paradas desde julho do ano passado, devido a impasses entre os países.

“O problema não é econômico, é político”, disse Lula, sobre a Rodada.

Concessões

“Todo mundo tem que ter responsabilidade como estadistas. É preciso saber se seremos estadistas ou medíocres na hora de fechar o acordo”, disse Lula, citando o G20 (grupo de países agroexportadores, liderados pelo Brasil), os presidentes George W. Bush (Estados Unidos) e Jacques Chirac (França), e os premiês Tony Blair (Grã-Bretanha) e Angela Merkel (Alemanha).

Lula disse que os países em desenvolvimento estão dispostos a fazer concessões, se os norte-americanos diminuírem os seus subsídios.

“Nós estamos propondo que os europeus permitam um acesso maior ao alguns produtos agrícolas. Estamos pedindo que o presidente Bush reduza os subsídios, e estamos dispostos a fazer, enquanto Brasil e G 20, as concessões nos serviços e produtos industriais”, afirmou o presidente.

 Eu e o presidente brasileiro trabalhamos muito próximos nessa questão (Rodada Doha)”, disse Blair a jornalistas em Davos, após o encontro com Lula.
Tony Blair, premiê britânico

“Estamos dispostos a convencer o Congresso Nacional da importância desse acordo para o mundo.”

Chávez e Morales

Em seu discurso em Davos, Lula defendeu os presidentes da Bolívia, Evo Morales, e da Venezuela, Hugo Chávez.

"Não se preocupem com o discurso do Evo Morales, que quer nacionalizar o gás. Ele tem mesmo o direito de nacionalizar o gás. O gás é dele. A riqueza é dele. O que o Brasil precisa é pagar um preço justo pelo gás. O Brasil não abre mão do seu petróleo. O México não abre mão do seu petróleo", disse Lula.

Perguntado pela apresentadora do painel do qual participou se Hugo Chávez era uma "perturbação" no continente, Lula disse que a América Latina vive um momento de "tranqüilidade e de paz".

"Isso não existe. O Chávez é um presidente que foi eleito três vezes consecutivas, todas da maneira mais democrática possível. O que as pessoas precisam aprender é que cada país tem um discurso de acordo com a cultura do seu país", afirmou o presidente.

Encontro com Blair

Nesta sexta, Lula se encontrou com o primeiro-ministro britânico Tony Blair, que também participa do Fórum Econômico.

“Eu e o presidente brasileiro trabalhamos muito próximos nessa questão (Rodada Doha)”, disse Blair a jornalistas em Davos, após o encontro com Lula.

“Acho que as perspectiva (de se fechar um acordo) estão melhores. Acho que há um movimento para fazê-lo.”

Após seu discurso no Fórum Econômico Mundial, Lula deixou Davos e seguiu para Zurique, também na Suíça.

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