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Em Davos, chanceler alemã pede 'não' ao protecionismo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A chanceler alemã, Angela Merkel, deu início nesta quarta-feira ao Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, com um discurso rejeitando o protecionismo como forma de responder aos desafios da globalização. "A minha resposta clara e sucinta é não", disse Merkel, alegando que alguns países se vêem tentados a impor barreiras comerciais para proteger as "suas próprias fraquezas". A chanceler fez o discurso a uma platéia de representantes da elite política e econômica mundial que participam até domingo de debates no resort suíço. Representantes envolvidos na rodada de Doha esperam que Davos, primeiro evento a concentrar tantas lideranças desde o colapso das negociações, em julho, sirva para que se avance nas discussões sobre a liberalização do comércio mundial. Aquecimento global e Oriente Médio Embora diga que as discussões só serão retomadas quando os países envolvidos derem sinais de que estão dispostos a fazer mais concessões, o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, disse recentemente que negociações bilaterais estavam progredindo. Também há expectativa de que o evento sirva para discutir outros temas, do aquecimento global ao processo de paz no Oriente Médio. Acredita-se que os encontros promovidos em edições passadas de Davos tenham contribuído para importantes acordos de paz para o Oriente Médio e iniciativas de grandes problemas no mundo, como o combate à pobreza na África. A presença de importantes líderes do Oriente Médio e autoridades americanas, em meio a uma intensa campanha diplomática de Washington para reavivar o processo de paz entre Israel e palestinos, despertou especulações de um possível avanço. "Há sempre uma chance, mas a chance está conosco agora? Esta é a questão", disse o secretário-geral da Líga Árabe, Amr Moussa, de acordo com a agência de notícias AP. Tema oficial O tema oficial do evento deste ano, no entanto, é o "Mudanças na equação do poder", que abrangeria das implicações da crescente influência da internet às mudanças no cenário geopolítico. "Nós temos uma mudança de poder de diversas formas, com a ascensão da China e da Índia, e da camada seguinte de países como Vietnã, Brasil e Coréia (do Sul)", afirmou o fundador do Fórum, Klaus Schwab, segundo a agência de notícias France Presse. O Fórum Econômico Mundial começou em 1971, como um pequeno seminário com acadêmicos e executivos promovido por Schwab. O encontro deste ano conta com cerca de 900 diretores de multinacionais como Microsoft, Coca Cola, Nestlé e Renault, entre outras, além de empresas de sucesso mais recente como o Google. Apesar das previsões indicando uma desaceleração no crescimento da economia americana, os empresários reunidos em Davos se mostravam otimistas em relação ao desempenho da economia mundial neste ano. A edição de 2007 do Fórum conta com poucas celebridades. Uma das exceções é o vocalista da banda U2 Bono que, junto com o primeiro-ministro britânico Tony Blair, deverá tentar promover iniciativas de ajuda à África. |
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