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Morales anuncia reformulação no ministério | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um dia depois de comemorar o seu primeiro ano no poder, o presidente da Bolívia, Evo Morales, substituiu sete de seus 16 ministros. Segundo Morales, as mudanças eram necessárias para resolver os problemas da Bolívia. Durante o anúncio, na noite de terça-feira, Morales agradeceu a cada um dos ministros substituídos pelo trabalho realizado na primeira etapa de seu governo. Entre os ministros substituídos está Félix Patzi, da Educação, cujos planos de reforma provocaram críticas da Igreja Católica e de trabalhadores da educação. O ministro havia proposto que as aulas de educação religiosa fossem substituídas por aulas de idiomas nativos da Bolívia. Patzi também planejava tornar obrigatório que todos os funcionários do governo falassem pelo menos uma língua nativa caso quisessem manter seus empregos. A ministra do Interior, Alicia Muñoz, também deixou o cargo, sob pressão por ter falhado em controlar a inquietação social, segundo acusações da oposição. Muñoz foi substituída por Alfredo Rada, que era o vice-ministro encarregado dos movimentos sociais. O ex-sindicalista Wálter Delgadillo assume como novo ministro do Trabalho. Celima Torrico é a nova titular da pasta de Justiça. Também perderam seus cargos os ministros da Economia, do Desenvolvimento Rural e Agropecuário e de Obras Públicas. Na segunda-feira, Morales prometeu mais medidas radicais para reduzir a pobreza por meio de redistribuição de renda no país mais pobre da América do Sul. Ele prometeu aumentar os impostos para empresas de mineração estrangeiras e redistribuir 20% das terras da Bolívia para agricultores pobres. |
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