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Paquistão ataca campos de militantes rebeldes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército do Paquistão disse que realizou bombardeios em campos utilizados por militantes rebeldes na área tribal do Waziristão do Sul perto da fronteira com o Afeganistão. O porta-voz do Exército, Shaukat Sultan, disse que a maioria dos militantes nos campos - entre 25 e 30 - foram mortos. O Exército usou helicópteros de combate para atacar os campos na área de Zamzola, no Waziristão do Sul, afirmou Sultan. Boa parte da região da fronteira fica fora do controle do governo e, acredita-se, é uma base para a rede extremista Al-Qaeda e seus líderes. O Exército realizou a operação no Waziristão do Sul nas primeiras horas desta terça-feira, depois de receber informações de que militantes estavam escondidos em cinco propriedade, disse Sultan. "Nós acreditamos que a maioria deles foi morta, mas não fizemos uma contagem", afirmou. Segundo Sultan, os militantes incluem alguns estrangeiros, mas "acredita-se que nenhum alvo era de importância". Testemunhas dizem que dez corpos foram encontrados. Três deles foram identificados como integrantes da tribo local Mahsud. Outros corpos não puderam ser identificados por mutilações sofridas durante o ataque. Testemunhas afirmam que entre oito e dez pessoas aparentemente sobreviveram ao ataque com ferimentos, mas não há mais detalhes no momento. A correspondente da BBC em Islamabad, Barbara Plett, disse que este tipo de ataque se tornou raro no último ano, depois que o governo assinou acordos de paz com líderes tribais locais. Tensões A operação ocorreu horas depois que o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, chegou à capital afegã, Cabul, para conversações com o presidente Hamid Karzai. Em meados deste mês, o diretor nacional de Inteligência dos Estados Unidos, John Negroponte, disse que os líderes da Al-Qaeda encontraram refúgio seguro no Paquistão, onde estão buscando se fortalecer. O Paquistão rejeitou o comentário. O governo paquistanês assinou controvertidos acordos de paz com militantes nas áreas tribais semi-autônomas do Waziristão do Norte em setembro do ano passado e no Waziristão do Sul, em abril de 2004. Os acordos - que têm o objetivo de acabar com a violência entre militantes tribais e soldados paquistaneses - aumentou a fricção entre Afeganistão e Paquistão, dois aliados-chave na "guerra contra o terror" liderada pelos Estados Unidos. O Exército americano disse que os ataques de militantes no Afeganistão, perto da fronteira paquistanesa, triplicaram em algumas áreas depois do acordo com o Waziristão do Norte. De acordo com um relatório do Grupo Crise Internacional de meados de dezembro, a situação permitiu o surgimento de "um virtual mini-Estado tipo Talebã" na fronteira com o Afeganistão. O Paquistão rejeitou as acusações. Analistas acreditam que o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, pode estar escondido nas áreas tribais do Paquistão. | NOTÍCIAS RELACIONADAS Paquistão nega oferecer refúgio a Al-Qaeda12 de janeiro, 2007 | Notícias Al-Qaeda está se 'reestruturando a partir do Paquistão'12 de janeiro, 2007 | Notícias Otan diz que matou 150 talebãs no Afeganistão11 de janeiro, 2007 | Notícias Ataque matou 'alto comandante do Talebã', dizem EUA23 de dezembro, 2006 | Notícias Paquistão quer 'escravizar afegãos', diz Karzai13 de dezembro, 2006 | Notícias Otan relaxa restrições a uso de tropas no Afeganistão29 de novembro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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