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Atualizado às: 29 de novembro, 2006 - 12h29 GMT (10h29 Brasília)
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Otan relaxa restrições a uso de tropas no Afeganistão
Soldado da Otan no Afeganistão
Os soldados canadenses estão entre os que mais morrem no Afeganistão
Dirigentes da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar de defesa ocidental), reunidos em encontro de cúpula na Letônia, chegaram a um acordo para relaxar restrições que dificultavam o uso de tropas em áreas de conflitos mais intensos no Afeganistão.

O secretário-geral da organização, Jaap de Hoop Scheffer, disse que cerca de 20 mil dos 22 mil soldados da Otan no país poderão ser acionados com maior agilidade a partir de agora.

Os líderes do bloco de 26 países também aprovaram uma proposta da França de criar um 'grupo de contato', para coordenar uma ação com o objetivo de impedir que a situação no Afeganistão se deteriore.

O grupo de contato seria nos moldes de um similar criado nos Balcãs nos anos 90, formado por EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália e Rússia para coordenar a diplomacia e outros campos de ação para lidar com o conflito na região.

Limites

Vários países, entretanto, como França e Alemanha, mantiveram suas limitações ao envio de soldados para o sul do país, palco de intensos combates contra militantes do Talebã, apesar das cobranças feitas pelo presidente americano George W. Bush de que "todos deveriam aceitar tarefas difíceis".

Já vários outros países, como Holanda e Romênia, concordaram em relaxar restrições ao deslocamento de seus soldados para as áreas consideradas mais perigosas.

No momento, os países de maior participação nos combates contra militantes do Talebã no sul do país são Estados Unidos, Grã-Bretanha e Canadá.

Cerca de 90% das casualidades da Otan são de americanos, britânicos, canadenses e holandeses. Este ano, a violência matou 4 mil pessoas no país, um quarto delas, civis, o maior número de mortos desde a derrubada do Talebã, em 2003.

'Missão possível'

Comandantes militares pediram por outros 2.500 soldados para se unirem às operações no sul do país. Com o relaxamento de restrições anunciado por países como Holanda e Romênia, os comandantes da Otan acreditam conseguir um contingente extra de 2.500 soldados

O presidente americano, George W. Bush, pediu para que todos os membros da Otan aceitassem "missões difíceis".

Ele já havia pedido para os líderes da organização não dificultem os esforços no Afeganistão.

"Para que a Otan seja bem-sucedida, seus comandantes devem ter os recursos e a flexibilidade necessárias para o trabalho", disse Bush.

Jaap de Hoop Scheffer, descreveu a operação no Afeganistão como "missão possível" e disse que o número de soldados pode começar a ser reduzido já em 2008.

Existem 32.500 soldados da Otan atualmente no Afeganistão.

Rússia

Este encontro de dois dias da Otan é o primeiro realizado em uma ex-república soviética e deve terminar com uma discussão sobre qual o papel da organização no século 21, após o fim da Guerra Fria.

Os líderes presentes também devem discutir formas de aumentar a parceria entre os países e esforços para atrair uma maior participação de países como o Japão e a Austrália.

Bush disse que outras nações como as também ex-repúblicas soviéticas Geórgia e Ucrânia também poderiam ingressar na Otan.

O ingresso destes países na organização não deve ser visto com bons olhos pela Rússia, de acordo com correspondentes.

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