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Blair: Segurança mundial depende de combate ao Talebã | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Em sua primeira visita ao Afeganistão desde 2002, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse nesta segunda-feira que a presença britânica no país será mantida até que o grupo extremista Talebã seja derrotado. Segundo Blair, o combate ao grupo, derrubado do poder após a invasão militar liderada pelos Estados Unidos em 2001, é essencial para garantir a segurança internacional. "Aqui neste extraordinário pedaço de deserto é onde o futuro da segurança mundial no início do século 21 está sendo jogado", disse Blair a centenas de soldados britânicos no país antes de viajar a Cabul, onde se encontrou com o presidente Hamid Karzai. Blair voltou a insistir no tema após seu encontro com Karzai, dizendo que não existe alternativa ao combate ao grupo insurgente, cuja atividade vem crescendo novamente no país nos últimos meses. Otan Karzai, por sua vez, disse que as forças internacionais precisam permanecer no Afeganistão o tempo que for necessário para garantir a segurança do país. Segundo o correspondente da BBC em Cabul, Blair e Karzai defendem o aumento do efetivo da Otan (aliança militar ocidental) no Afeganistão, num claro sinal de pressão sobre os outros membros da aliança que resistem à idéia de enviar mais soldados ao país. O pedido de Blair por mais tropas da Otan no Afeganistão foi feito dias antes do início da cúpula da aliança militar, na Letônia, na semana que vem. O premiê britânico disse que seu país ajudará o Afeganistão a enfrentar os desafios nas áreas de segurança, reconstrução e desenvolvimento. "Nós acreditamos que o Afeganistão, ao invés de ser usado como um refúgio para terroristas e para o Talebã para oprimir a população, merece com sua população a chance de aumentar sua prosperidade e de viver em um Estado propriamente democrático", disse Blair. "As origens do Talebã, da Al-Qaeda, desse tipo de terrorismo global em todo o mundo, são profundas, e onde elas fincaram raízes, como no Afeganistão, vai levar tempo para nos livrarmos delas para sempre." Mas ele acrescentou que havia suficientes sinais de progresso e que dão esperança para o futuro. Refugiados
"Qual a alternativa? Viemos ao Afeganistão pois a doença e a perversidade que havia no Afeganistão chegou até nós", disse o premiê britânico se referindo aos ataques de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos. O presidente Karzai, por sua vez, afirmou que houve progresso, pois 4,5 milhões de refugiados retornaram ao Afeganistão em menos de quatro anos. "Enquanto o Talebã estava aqui eles estavam fugindo do Afeganistão. Agora eles voltam, e mais estão retornando enquanto nós falamos, vindos de países vizinhos e do resto do mundo", disse Karzai. O presidente afegão também afirmou que a economia e o serviço de saúde do país também melhoraram, mas reconheceu que as lavouras de onde se extrai o ópio aumentaram em algumas partes. Karzai afirmou que seria ingenuidade pensar que o Afeganistão pode ficar livre de drogas em dois anos. Enquanto esteve em Cabul, Blair também se reuniu com o general David Richards, o comandante britânico da força da Otan. Richards afirmou que, apesar de confrontos, forças internacionais estavam ganhando território do Talebã e ele acredita que é possível vencer a batalha. Segurança Blair se reuniu antes com 800 soldados britânicos na província de Helmand, para agradecer aos militares pelo trabalho no Afeganistão. Os soldados estão entre os 6 mil militares britânicos lutando contra o Talebã. Até o momento, só em 2006, 38 britânicos foram mortos no país. A última vez que Blair visitou tropas britânicas no país foi em 2002, pouco após a invasão ao país liderada pelos Estados Unidos. No domingo Blair esteve no Paquistão, onde fechou um acordo com o presidente Pervez Musharraf para o estreitamento dos laços entre os dois países na luta contra o terrorismo. |
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