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Atualizado às: 28 de novembro, 2006 - 14h27 GMT (12h27 Brasília)
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Bush cobra da Otan mais tropas para Afeganistão
Forças da Otan no Afeganistão
Vários países resistem em enviar seus soldados ao sul do Afeganistão
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu aos países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança de defesa ocidental) que forneçam as tropas de que os comandantes militares necessitam no Afeganistão.

Em declaração feita nesta terça-feira na Estônia, em antecipação à reunião de cúpula da Otan na Letônia, Bush disse que os integrantes da organização têm que aceitar tarefas difíceis para que a aliança tenha sucesso.

O desafio, disse ele, é tornar a Otan mais ágil para responder às ameaças que vão surgindo no mundo.

Segundo correspondentes, as declarações do presidente americano são uma crítica velada aos países que impõem restrições em onde e como seus soldados serão usados. Entre eles está a Alemanha, que foi acusada de manter seu contingente na área relativamente pacífica do norte do Afeganistão, ao invés de enviá-lo para os locais de maior resistência do Talebã no sul.

O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, disse esperar que a organização começe a passar gradativamente o controle da segurança para as forças afegãs em 2008.

A estabilização do Afeganistão é uma "missão possível", disse Scheffer, em um esforço para encorajar membros hesitantes do pacto a reafirmarem seu compromisso com a ação militar na área.

O secretário-geral da Otan fez sua declaração às vésperas da cúpula da Letônia, a primeira da organização realizada em território pertencen à antiga União Soviética.

Scheffer advertiu reiteradamente que se países como França, Alemanha, Itália e Espanha não abrirem mão das ressalvas que mantém suas tropas longe das áreas mais perigosas do Afeganistão, o país pode voltar a ser "um buraco negro para o terrorismo".

Resistência

As forças lideradas pela Otan vem enfrentando forte resistência de militantes do Talebã no sul do país nos últimos meses, onde a violência chegou a níveis que não eram vistos desde a derrubada do regime do movimento, há cinco anos.

Cerca de 90% das baixas sofridas pelas tropas que servem sob a Otan envolveram apenas quatro países: Estados Unidos, Grã-Bretanha, Canadá e Holanda.

Alemanha, França, Espanha e Itália têm tropas no Afeganistão, mas em áreas mais pacíficas.

A cúpula que começa na quarta-feira também deverá debater o contínuo papel da Otan como aliança militar no século 21.

"Ainda há mensagens demais da Guerra Fria na forma como a Otan é estruturada", disse Scheffer, acrescentando que a parceria com nações em todo o mundo "tem muito potencial".

"As decisões que espero da nossa cúpula deverão nos ajudar a desenvolver esse potencial."

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