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Atualizado às: 12 de janeiro, 2007 - 19h51 GMT (17h51 Brasília)
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Paquistão nega oferecer refúgio a Al-Qaeda
Ayman al-Zawahiri e Osama Bin Laden
Para Paquistão, EUA deveriam dividir informações sobre esconderijos
O governo paquistanês negou as acusações do diretor nacional de Inteligência dos Estados Unidos, John Negroponte, de que os líderes da rede Al-Qaeda têm um "refúgio seguro" no Paquistão.

"O Paquistão não oferece um refúgio seguro para a Al-Qaeda ou qualquer grupo terrorista", disse a porta-voz do Ministério do Exterior paquistanês, Tasneem Aslam. "Na realidade, o único país que tem sido instrumental para balançar as bases da Al-Qaeda é o Paquistão."

Negroponte disse a um comitê do Senado americano que a organização está se reestruturando a partir do Paquistão, desenvolvendo capacidades operacionais mais fortes e relações que extrapolam o país, "com afiliados no Oriente Médio, no norte da África e na Europa".

"O Paquistão é o nosso parceiro na guerra contra o terror e capturou vários líderes da Al-Qaeda. No entanto, também é uma grande fonte de extremismo islâmico", disse Negroponte num relatório a uma comissão do Senado americano.

O Ministério do Exterior paquistanês argumentou, no entanto, que se os serviços de inteligência americano dispõem de informações de que os militantes estão no país, deveria apresentá-las.

"A forma certa de fazer isso seria compartilhar as informações conosco", afirmou a porta-voz do Ministério, Tasnim Aslam.

O ministro do Interior do Paquistão, Aftab Sherpao, também rejeitou os comentários de Negroponte, tachando-os de "genéricos demais" e argumentando que o movimento estava totalmente marginalizado no país.

Afeganistão

Já o governo afegão reagiu bem às declarações de Negroponte. O chefe de gabinete do presidente Hamid Karzai, Jawed Ludin, disse à BBC que o Afeganistão sempre sustentou que a organização operava de dentro do Paquistão.

Esta é a primeira vez que um representante do governo americano destaca o Paquistão, um dos seus aliados mais importantes na região, como um base para o alto comando da Al-Qaeda.

Até então, Washington falava mais vagamente sobre a existência de bases do grupo na montanhosa fronteira do Paquistão com o Afeganistão.

Suspeita-se que o líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, e número 2 da organização, Ayman al-Zawahiri - procurados pelos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos - estejam escondidos na divisa entre os dois países.

A fronteira tem 2.250 quilômetros de extensão, em uma região montanhosa e extremamente difícil de se patrulhar. Os americanos acreditam que militantes da Al-Qaeda e do Talebã, milícia que governava o Afeganistão, podem estar operando em ambos os lados da fronteira.

O Paquistão e o Afeganistão trocam freqüentes acusações sobre de quem seria a culpa pela violência na região.

Recentemente, o Paquistão reiterou sua intenção de colocar minas em trechos da fronteira, mas a idéia enfrenta a oposição do governo de Cabul, por representar risco para os civis.

Maior ameaça

No início da semana, os Estados Unidos lançaram ataques aéreos na Somália tendo como alvos supostos líderes da Al-Qaeda.

No seu relatório à comissão do Senado, Negroponte disse que a Al-Qaeda ainda é o grupo militante que representa a maior ameaça aos interesses americanos.

"Nós capturamos ou matamos diversos militantes importantes da Al-Qaeda, mas os principais elementos da Al-Qaeda são resistentes. Eles continuam a planejar ataques contra a nossa pátria e outros alvos com o objetivo de infligir mortes em massa", afirmou.

John Negroponte assumiu a coordenação das 16 agências de segurança dos Estados Unidos em abril de 2005, mas deverá em breve ser transferido para o Departamento de Estado, para atuar como subsecretário de Estado.

No seu lugar, deverá asumir o vice-almirante reformado da Marinha Michael McConnel, cujo nome foi anunciado na semana passada pelo presidente americano, George W. Bush.

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