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Cheney adverte Irã contra interferência no Iraque | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, advertiu o Irã para não interferir no Iraque. "Eu acho que é muito importante que eles mantenham a sua turma em casa", afirmou Cheney, em entrevista à rede de TV americana Fox News. O vice-presidente disse que o Irã está "pescando em águas perigosas" ao supostamente apoiar milícias xiitas a realizar ataques no Iraque. Segundo ele, o Irã representa uma ameaça que preocupa toda a região. As declarações de Cheney foram feitas três dias depois que as forças americanas detiveram vários iranianos em Irbil, no norte do Iraque, acusados de ajudar rebeldes. O status do prédio onde os iranianos foram presos não está claro. O governo iraniano alega se tratar de um consulado - o que lhes asseguraria proteção diplomática, enquanto o iraquiano o descreveu como um escritório de representação no processo de virar um consulado. Segundo os militares americanos, cinco dos detidos foram presos têm ligações com a Guarda Revolucionária Iraniana, que estaria treinando e armando insurgentes xiitas no Iraque. Desestabilização Antes do vice-presidente, outros representantes do governo americano já haviam sugerido que Washington vai tomar novas medidas para impedir o Irã de "desestabilizar a situação no Iraque". O próprio presidente americano, George W. Bush, disse que os Estados Unidos seriam duros contra o Irã e a Síria. "Eu acho que a mensagem que o presidente mandou claramente é que nós não queremos (o Irã) fazendo o que pode para desestabilizar a situação dentro do Iraque", disse Cheney na entrevista deste domingo. No sábado, antes de embarcar para um giro pelo Oriente Médio, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse que os Estados Unidos não deixariam o Irã ou a Síria continuarem ameaçando os seus militares no Iraque. "Isso não é uma escalada, apenas boa política", disse Rice à BBC. Washington acusa o Irã, ou facções dentro do governo iraniano, de dar apoio militar e político a grupos xiitas no Iraque, mas ofereceu poucas provas das acusações até agora, que são negadas por Teerã. O Ministério do Exterior iraniano alega que os homens detidos na quinta-feira são diplomatas e exige a sua libertação imediata. "As atividades deles eram legais e estavam na estrutura da lei", afirmou o porta-voz do Ministério do Exterior, Mohammad Ali Hosseini. "O que os americanos alegam é incorreto. Os americanos querem radicalizar a atmosfera no Iraque para justificar a ocupação." O governo iraniano também exigiu compensação pelos danos causados ao prédio de onde os homens foram levados. |
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