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Simpatizantes de Saddam prometem vingança | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Centenas de simpatizantes do ex-líder iraquiano Saddam Hussein realizaram manifestações nesta segunda-feira nas cidades de Bagdá, Tikrit e Samarra para protestar contra seu enforcamento, no sábado. Muitos dos manifestantes prometeram vingança contra a execução de Saddam, descrevendo-a como um “ato criminoso de covardia orquestrado pelos senhores da guerra americanos”. As manifestações de árabes sunitas ocorreu um dia após celebrações realizadas nas áreas de maioria xiita. A filha mais velha de Saddam, Raghad, se uniu a centenas de pessoas em um protesto em Amã, capital da Jordânia. “Deus os abençoe! Eu os agradeço por honrar Saddam, o mártir”, disse ela aos manifestantes, em uma aparição de surpresa. As duas filhas mais velhas de Saddam buscaram asilo na Jordânia quatro meses após a invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos, em abril de 2003. Mais protestos foram realizados em várias regiões muçulmanas, incluindo os territórios palestinos e a região da Caxemira administrada pela Índia. Cidade isolada Os sunitas iraquianos protestaram no distrito de Adhamiya, em Bagdá, na sua base de Samarra, e na cidade natal de Saddam, Tikrit. Em Tikrit, as forças de segurança isolaram a cidade pelo terceiro dia seguido para evitar incidentes de violência. Correspondentes locais dizem que as manifestações não foram grandes, mas deixaram clara a forte divisão sectária que ameaça o Iraque. Entre os slogans proferidos pelos manifestantes estavam frases como “Saddam é o orgulho da nação” e “Nós sacrificamos nossa alma e nosso sangue por você, Saddam”. Um manifestante levava um cartaz com os dizeres: “O martírio do pai de dois mártires inspira a resistência para a vitória”, numa referência a Saddam e seus dois filhos, Uday e Qusay, que foram mortos por soldados americanos em 2003. O correspondente da BBC em Bagdá Peter Greste disse que o primeiro-ministro Nouri Maliki esperava que a execução de Saddam encorajasse alguns de seus simpatizantes sunitas a deixar suas armas e participar do processo político hoje dominado pela maioria xiita, mas em vez disso ela parece ter aumentado ainda mais as divisões. O ex-presidente, de 69 anos, foi enforcado na manhã de sábado após ter sido condenado à morte pelo assassinato de 148 muçulmanos xiitas na cidade de Dujail nos anos 1980. |
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