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Líderes palestinos concordam com novo cessar-fogo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou nesta terça-feira um novo acordo de cessar-fogo entre o Fatah e o Hamas com o objetivo de acabar com os confrontos na Faixa de Gaza, que se intensificaram na última semana. O cessar-fogo começou a vigorar às 23h (19h pelo horário de Brasília), depois de mais um dia de confrontos no qual pelo menos cinco pessoas foram mortas em Gaza. Um cessar-fogo já havia sido anunciado no domingo, mas não foi cumprido. Desta vez, chefes de segurança de ambos os lados disseram que irão retirar seus homens armados das ruas de Gaza, que serão patrulhadas apenas pela polícia palestina. Abbas e o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, foram convidados pelo rei Abdullah, da Jordânia, para participar de negociações. O rei Abdullah afirmou que seu país fará o possível "para ajudar os palestinos a superar suas diferenças". Antes do anúncio do novo cessar-fogo, Abbas (que pertence ao Fatah) e Haniya (do Hamas) já haviam feito apelos pela reconciliação nacional, em meio a novos confrontos entre os dois grupos. "Este povo continuará unido frente à ocupação (israelense) e à agressão e não será desviado do seu caminho por disputas internas", afirmou Haniya, em um pronunciamento televisionado na Faixa de Gaza. Eleições Desde sábado, quando Abbas anunciou sua intenção de convocar eleições antecipadas, pelo menos 11 palestinos foram mortos em enfrentamentos entre os dois grupos. O envolvimento de crianças na violência entre os grupos palestinos levou o Ministério da Educação a suspender todas as aulas nas escolas da Faixa de Gaza. A medida foi tomada pelo vice-ministro da Educação, Muhammed Abu Shaqir, que descreveu a situação em Gaza como "anarquia". Apesar do apelo à reconciliação, Haniyah voltou a rejeitar a convocação de eleições parlamentares antecipadas, que ele definiu como uma "bomba política". "Esta convocação é inconstitucional e ameaça nos jogar dez anos para trás. Nós não aceitamos, nós rejeitamos essa convocação e insistimos na necessidade de se respeitar a escolha do povo palestino", afirmou Haniya, que chegou ao poder em março, depois da vitória do Hamas nas urnas. Haniya também acusou os Estados Unidos de liderar esforços internacionais informais para derrubar o seu governo. "Existe uma decisão não declarada de derrubar o governo e os americanos estão liderando esse esforço", afirmou o premiê. Os Estados Unidos e outros tradicionais credores do governo palestino, como a União Européia e o Japão, impuseram um boicote ao Hamas desde a sua eleição, exigindo que o grupo reconheça o Israel e renuncie à violência na luta por um Estado palestino. O Fatah acredita que o fim dos ataques contra Israel é essencial para forçar o governo israelense a negociar a criação de um Estado palestino independente. O Hamas, porém, discorda. |
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