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Abbas pede eleições antecipadas para acabar com violência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente palestino Mahmoud Abbas pediu para que sejam realizadas eleições presidenciais e parlamentares antecipadas "o mais rapidamente possível" para acabar com a violência interna nos territórios, que aumentou os temores de uma possível guerra civil. Na opinião de Abbas, um novo pleito é a única forma de pôr um fim na crise atual. Ele fez um discurso na televisão palestina neste sábado, após vários dias de choques entre seguidores de seu grupo, o Fatah, e da facção do governo, o Hamas. O Hamas, que foi eleito em janeiro, imediatamente rejeitou a proposta de Abbas. Horas após o discurso de Abbas, pelo menos dez pessoas ficaram feridas em confrontos entre homens armados dos grupos palestinos rivais Fatah e Hamas. Os conflitos aconteceram nas cidades de Khan Younis, Rafah e Cidade de Gaza. Muitos palestinos dizem que Abbas não tem autoridade direta para dissolver o governo, apesar de ele afimar que tem poder para tanto. Caberá ao Comitê Eleitoral Central decidir a questão. Acordo político Até lá, todos os esforços devem ser feitos para a formação de um governo de unidade composto por tecnocratas, segundo o presidente palestino. O Hamas e o Fatah não conseguem chegar a um acordo em relação a um governo de reconciliação nacional. "Sem um acordo político, a segurança vai continuar com problemas", disse Abbas no discurso deste sábado. Ele ressaltou que tem o direito de destituir o governo do Hamas, que ele culpou pela crise atual. O Hamas vem se negando a aceitar as exigências internacionais de reconhecer a existência de Israel e renunciar à violência, o que levou a sanções dos países ocidentais, de acordo com Abbas. O presidente palestino disse ainda que pediu aos governos de outros países para que dessem uma chance ao Hamas logo após de nomeá-lo para o governo, mas que infelizmente foram impostas sanções aos palestinos. Abbas afirmou que isso reduziu os rendimentos dos palestinos em 51% e salários não estão sendo pagos há oito meses. Ele também negou que tenha havido uma conspiração para assassinar o primeiro-ministro palestino, Ismael Haniya. Na quinta-feira, o comboio em que Haniya viajava sofreu um ataque e o Hamas acusou um líder do Fatah pela ação. "Unidade palestina" Antes do discurso de Abbas, imaginava-se que ele não chegaria ao ponto de determinar uma data para as eleições antecipadas. Ele sabe que o Hamas vai se opor duramente a novas eleições, por considerar a medida uma manobra do Fatah para tentar retomar o posto que perdeu nas eleições de janeiro. O Hamas boicotou o discurso de Abbas ao parlamento palestino, em protesto contra os "perigosos e sangrentos" atos recentes. Diplomatas egípcios em Gaza tentam mediar conversas entre os dois lados. Eles já intervieram várias vezes para acalmar a situação provocada pelas más relações entre o Hamas, a maior facção, e o Fatah. Porém, segundo o correspondente da BBC, Alan Johnston, o desafio dos diplomatas é maior do que nunca, já que existe a sensação de que a atual tensão é mais forte do que as anteriores. O exilado do Hamas, Khaled Mashaal, atualmente em Damasco, pediu moderação para "proteger o sangue palestino" e a "unidade palestina". Em uma entrevista veiculada pela rádio Hamas, na Cidade de Gaza, Mashaal disse: "Nossa luta é contra a ocupação (israelense) e nós não vamos nos deixar afundar em uma guerra civil." Choques Esta semana foi marcada por ataques, contra-ataques e acusações mútuas. O Hamas acusou o Fatah por um ataque que tinha como alvo o primeiro-ministro Ismail Haniya, na quinta-feira. O carro de Haniya foi acertado por tiros de homens armados quando cruzava a fronteira do Egito para Gaza e um de seus seguranças morreu no incidente. Um porta-voz do Hamas responsabilizou um líder do Fatah, o ex-chefe de segurança Mohammad Dahlan, pelo ataque - o que foi negado por ele. O ataque e a troca de acusações elevaram ainda mais as tensões entre as duas facções na sexta-feira, quando 32 pessoas saíram feridas de enfrentamentos em Ramallah entre forças de segurança leais ao Fatah com militantes do Hamas. |
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