|
Hamas e Fatah anunciam cessar-fogo após violência | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As facções rivais palestinas Hamas e Fatah anunciaram neste domingo um acordo de cessar-fogo, depois de um final de semana marcado pela violência na Faixa de Gaza, segundo informações de agências de notícias. Autoridades do Hamas, grupo do primeiro-ministro Ismail Haniya, chegaram a um acordo com os integrantes do Fatah, ligado ao presidente Mahmoud Abbas, segundo informações de ambos os lados. Apesar do acordo, há relatos de tiroteios ainda acontecendo em parte dos territórios palestinos. A onda de violência começou no sábado, quando o presidente Abbas anunciou que anteciparia as eleições parlamentares, dissolvendo o governo. Pelo menos duas pessoas morreram. Violência Pouco antes do amanhecer deste domingo, um campo de treinamento da guarda presidencial foi atacado. Um guarda foi morto e outros três ficaram feridos. Também no domingo, uma mulher de 19 anos foi morta em uma troca de tiros entre membros do Fatah e seguidores do Hamas. Antes do tiroteio, homens armados dispararam tiros contra um comboio de carros que transportava o ministro do Exterior, Mahmoud Zahar, o que foi considerado um atentado contra sua vida pelo Hamas. Zahar escapou do ataque sem ferimentos. Pouco depois do episódio, houve relatos de tiros disparados contra a residência oficial de Mahmoud Abbas. Ele não estava no local no momento dos disparos. Também houve disparos no exterior de alguns ministérios do governo palestino.
Crise Neste sábado, Abbas pediu para que sejam realizadas eleições presidenciais e parlamentares antecipadas "o mais rapidamente possível" para acabar com a violência interna nos territórios, que aumentou os temores de uma possível guerra civil. Na opinião de Abbas, um novo pleito é a única forma de pôr um fim na crise atual. O discurso do presidente palestino veio após dias de choques entre seguidores de seu grupo, o Fatah, e da facção do governo, o Hamas. Na quinta-feira, o Hamas acusou o Fatah de tentar assassinar o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniya, na fronteira com o Egito. "O governo palestino rejeito o pedido para antecipar as eleições parlamentares, porque isso não é constitucional e pode provocar um grande distúrbio no território palestino", disse Haniya no domingo, comentando a declaração de Abbas. Muitos palestinos dizem que Abbas não tem autoridade direta para dissolver o governo, apesar de ele afimar que tem poder para tanto. Caberá ao Comitê Eleitoral Central decidir a questão. Antes da escalada de violência, Fatah e Hamas trabalhavam para tentar formar um governo de coalizão. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS Gaza registra novos ataques após proposta de Abbas17 de dezembro, 2006 | Notícias Bush e Blair apóiam antecipação de eleição na Palestina16 de dezembro, 2006 | Notícias Abbas pede eleições antecipadas para acabar com violência16 de dezembro, 2006 | Notícias Abbas pede acordo político para acabar com violência15 de dezembro, 2006 | Notícias Filho de premiê palestino é ferido em posto de fronteira15 de dezembro, 2006 | Notícias Depois de ser barrado, premiê palestino volta para Gaza14 de dezembro, 2006 | Notícias Israel impede entrada de premiê palestino em Gaza 14 de dezembro, 2006 | Notícias Corte de Israel rejeita condenação de mortes seletivas14 de dezembro, 2006 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||