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Membros do Hamas e do Fatah voltam a se enfrentar em Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Simpatizantes dos partidos palestinos Fatah e Hamas voltaram a se enfrentar nesta terça-feira na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo anunciado no domingo. Um membro do Hamas morreu e várias pessoas ficaram feridas após os confrontos, em frente a um hospital na Cidade de Gaza. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, do Fatah, prometeu no sábado convocar novas eleições para tentar conter a onda de violência, mas o anúncio intensificou ainda mais os confrontos. O Hamas, que lidera o governo do premiê Ismail Haniya, rejeita a convocação de novas eleições. Milícia O correspondente da BBC Nick Thorpe testemunhou o confronto desta terça-feira de um hotel próximo ao hospital Shifa. Segundo ele, o alvo do ataque parecia ser um posto do Hamas dentro do hospital. Um porta-voz do Hamas acusou funcionários de inteligência do Fatah pelo ataque. O porta-voz confirmou que um membro da força executiva do Hamas – uma milícia estabelecida há seis meses e sob controle do ministro do Interior – foi morto e que vários outros ficaram feridos. O Hamas disse ter detido dois dos autores dos ataques. Algumas horas antes, a casa de um importante membro do Fatah foi alvo de tiros, segundo fontes ligadas ao partido. Os confrontos entre os dois grupos paralisou o governo palestino. Negociações O Fatah acredita que o fim dos ataques contra Israel é essencial para forçar o governo israelense a negociar a criação de um Estado palestino independente. Mas o Hamas se recusa a renunciar ao uso da violência ou a reconhecer a existência de Israel, o que levou a um boicote internacional contra o governo palestino após a vitória do partido nas eleições parlamentares de janeiro. O Hamas classificou a eventual convocação de novas eleições, proposta por Abbas, de “um golpe” e disse que boicotaria a votação. O premiê britânico, Tony Blair, que está na região para reuniões com o objetivo de reavivar o processo de paz, anunciou seu apoio à convocação de novas eleições. O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse após se encontrar com Blair que “tudo precisa ser feito” para apoiar a decisão de Abbas. "Impasse" O presidente palestino disse ter pedido eleições presidenciais e legislativas antecipadas para resolver “o atual impasse”. O líder político do Hamas Khaled Meshaal, baseado em Damasco, na Síria, disse à BBC que as ações do presidente são “contra a lei e contra a Constituição”. O premiê Ismail Haniya pediu a Abbas para retirar as suas forças de segurança das ruas de Gaza, alegando que sua presença ameaça a trégua anunciada no domingo. O acordo do fim de semana foi negociado por mediadores, sem um encontro entre os líderes do Hamas e do Fatah. |
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