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Vitória na Virgínia sela domínio democrata no Congresso dos EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A liderança da oposição democrata nas duas casas do Congresso americano foi confirmada nesta quinta-feira, depois que os republicanos reconheceram a derrota na acirrada disputa pelo Senado no Estado da Virgínia. O Estado era o único que faltava para definir o controle da câmara alta, que estava praticamente dividida entre republicanos e democratas. A vitória decisiva do candidato democrata Jim Webb sobre o republicano George Allen - por uma margem de apenas 7 mil votos (0,3%) - era dada como certa pela imprensa americana, mas só foi formalizada com o reconhecimento de Allen. "O povo da Virgínia se manifestou e eu respeito a sua decisão", afirmou o republicano George Allen que por causa da pequena diferença, pela lei eleitoral, poderia ter pedido a recontagem dos votos. Com a eleição de Webb, os democratas terão controle sobre 51 (incluindo dois senadores independentes) das 100 cadeiras do Senado - as outras 49 estão em mãos republicanas. Por uma cadeira Ao contrário da Câmara dos Representantes, onde os democratas ganharam com folga, a disputa no Senado foi acirrada porque os republicanos também precisavam apenas de mais uma cadeira para assegurar a maioria.
É que com 50 cadeiras, eles poderiam contar com o voto do vice-presidente, o republicano Dick Cheney, que, pela Constituição americana, é também o presidente do Senado e tem o direito de desempatar votações na casa. Já a disputa na Câmara foi decidida com ampla vantagem para os democratas, que conseguiram bem mais do que os 15 assentos de que precisava para tirar dos republicanos o controle da Câmara. Até agora, os democratas conquistaram 230 cadeiras e lideram em duas disputas, enquanto que os republicanos já detinham 196 cadeiras e lideravam em sete disputas. Se as atuais tendências se mantiverem, os democratas terminarão com uma maioria de 232 contra 203 - 14 a mais do que precisariam para controlar a Câmara, que tem 435 parlamentares.
A derrota custou aos republicanos a maioria parlamentar que detinham fazia 12 anos no Congresso e foi atribuída, em boa parte, à impopular guerra do Iraque. O próprio presidente George W. Bush reconheceu na quarta-feira, um dia após a eleição, que o conflito tinha tido um impacto no mau desempenho do partido nas urnas. Na mesma situação, Bush anunciou a saída do secretário de Defesa Donald Rumsfeld, embora tenha garantido que a troca seria feita independentemente das eleições. Nesta quinta-feira, o presidente encontrou-se com a congressista democrata Nancy Pelosi, cotada para assumir a presidência da Câmara, e fez um apelo para que republicanos e democratas superem as suas diferenças e trabalhem em conjunto. Com o controle do Senado e de seus comitês, os democratas deterão o poder de aprovar indicações do presidente, inclusive para a Suprema Corte. Segundo analistas, o controle da Câmara dos Representantes também vai permitir que os democratas abram inquéritos a respeito da situação no Iraque. |
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