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Coréia do Norte voltará a negociar, dizem EUA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O enviado do governo dos Estados Unidos a Pequim, o subsecretário de Estado Christopher Hill, disse nesta terça-feira que a Coréia do Norte confirmou seu retorno às negociações multilaterais sobre o seu programa nuclear, paradas há cerca de um ano. Hill esteve na capital da China participando de uma reunião informal entre ele e representates norte-coreanos e chineses Falando à BBC, o enviado americano disse que os Estados Unidos ainda querem que a Coréia do Norte implementem o acordo fechado há mais de um ano no tocante ao tema. Segundo os termos desse acordo, Pyongyang aceitaria abandonar o seu programa nuclear em troca de garantias econômicas e de segurança, além de auxílio para desenvolver um programa de energia nuclear com fins pacíficos. Não foi anunciada uma data para retomada das negociações. Bush O presidente americano, George W. Bush, exaltou a volta da Coréia do Norte à mesa de negociações. “Obviamente ainda temos muito trabalho a fazer”, afirmou o presidente, que agradeceu a China por sua participação no episódio. “Está claro que os norte-coreanos entenderam a mensagem dos chineses e de todos os outros”, afirmou, por sua vez, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey. O embaixador norte-coreano na Organização das Nações Unidas, Pak Gil Yon, não confirmou nem negou o anúncio feito por Christopher Hill. Os outros países envolvidos nas negociações multilaterais – China, Rússia, Japão e Coréia do Sul – receberam o anúncio com satisfação. China O Ministério do Exterior da China já havia dito que esperava que as negociações multilaterais fossem ser retomadas em breve. O ministério disse que um acordo nesse sentido foi acertado depois da reunião desta terça-feira em Pequim. No seu website, a chancelaria chinesa diz no encontro os participantes "tiveram uma troca de idéias franca e profunda sobre a continuação dos esforços para o avanço do processo de conversações multilaterais". Os três concordaram que as conversações "serão realizadas em breve, em uma data conveniente para as seis partes". O diálogo, que envolve seis nações, iniciado em 2003, foi interrompido depois que as autoridades norte-coreanas se retiraram em protesto por sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos. A Coréia do Norte surpreendeu o mundo ao testar uma arma nuclear em meados deste mês, o que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a concordar em impôr sanções financeiras e de armas ao país. Em setembro de 2005, no que foi considerado um avanço histórico, a Coréia do Norte anunciou que abriria mão de suas atividades nucleares e voltaria a aderir ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Mas, meses depois, o otimismo desapareceu quando a Coréia do Norte se retirou das conversações, quando viu cerca de US$ 24 milhões de seus fundos congelados pelos Estados Unidos. |
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