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Atualizado às: 31 de outubro, 2006 - 18h50 GMT (15h50 Brasília)
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Coréia do Norte voltará a negociar, dizem EUA
 Christopher Hill, enviado americano à China
Christopher Hill diz que Coréia deve implementar acordo existente
O enviado do governo dos Estados Unidos a Pequim, o subsecretário de Estado Christopher Hill, disse nesta terça-feira que a Coréia do Norte confirmou seu retorno às negociações multilaterais sobre o seu programa nuclear, paradas há cerca de um ano.

Hill esteve na capital da China participando de uma reunião informal entre ele e representates norte-coreanos e chineses

Falando à BBC, o enviado americano disse que os Estados Unidos ainda querem que a Coréia do Norte implementem o acordo fechado há mais de um ano no tocante ao tema.

Segundo os termos desse acordo, Pyongyang aceitaria abandonar o seu programa nuclear em troca de garantias econômicas e de segurança, além de auxílio para desenvolver um programa de energia nuclear com fins pacíficos.

Não foi anunciada uma data para retomada das negociações.

Bush

O presidente americano, George W. Bush, exaltou a volta da Coréia do Norte à mesa de negociações.

“Obviamente ainda temos muito trabalho a fazer”, afirmou o presidente, que agradeceu a China por sua participação no episódio.

“Está claro que os norte-coreanos entenderam a mensagem dos chineses e de todos os outros”, afirmou, por sua vez, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey.

O embaixador norte-coreano na Organização das Nações Unidas, Pak Gil Yon, não confirmou nem negou o anúncio feito por Christopher Hill.

Os outros países envolvidos nas negociações multilaterais – China, Rússia, Japão e Coréia do Sul – receberam o anúncio com satisfação.

China

O Ministério do Exterior da China já havia dito que esperava que as negociações multilaterais fossem ser retomadas em breve.

O ministério disse que um acordo nesse sentido foi acertado depois da reunião desta terça-feira em Pequim.

No seu website, a chancelaria chinesa diz no encontro os participantes "tiveram uma troca de idéias franca e profunda sobre a continuação dos esforços para o avanço do processo de conversações multilaterais".

Os três concordaram que as conversações "serão realizadas em breve, em uma data conveniente para as seis partes".

O diálogo, que envolve seis nações, iniciado em 2003, foi interrompido depois que as autoridades norte-coreanas se retiraram em protesto por sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos.

A Coréia do Norte surpreendeu o mundo ao testar uma arma nuclear em meados deste mês, o que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a concordar em impôr sanções financeiras e de armas ao país.

Em setembro de 2005, no que foi considerado um avanço histórico, a Coréia do Norte anunciou que abriria mão de suas atividades nucleares e voltaria a aderir ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Mas, meses depois, o otimismo desapareceu quando a Coréia do Norte se retirou das conversações, quando viu cerca de US$ 24 milhões de seus fundos congelados pelos Estados Unidos.

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