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Atualizado às: 31 de outubro, 2006 - 13h55 GMT (10h55 Brasília)
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Negociações com Coréia do Norte 'serão retomadas'
As negociações multilaterais sobre o programa nuclear da Coréia do Norte, emperradas há cerca de um ano, deverão ser retomadas em breve, disse nesta terça-feira o Ministério do Exterior da China.

Um acordo nesse sentido foi acertado depois de uma reunião informal na capital chinesa, Pequim, entre representantes de Coréia do Norte, China e Estados Unidos, disse o ministério.

O Ministério do Exterior da China disse em seu website que emissários de China, Estados Unidos e Coréia do Norte se reuniram na terça-feira e "tiveram uma troca de idéias franca e profunda sobre a continuação dos esforços para o avanço do processo de conversações multilaterais".

Os três concordaram que as conversações "serão realizadas em breve, em uma data conveniente para as seis partes".

O diálogo, que envolve seis nações (Coréia do Sul, Coréia do Norte, China, Estados Unidos, Japão e Rússia), iniciado em 2003, foi interrompido depois que as autoridades norte-coreanas se retiraram em protesto por sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos.

Bush

O presidente americano, George W. Bush, exaltou a volta da Coréia do Norte à mesa de negociações.

“Obviamente ainda temos muito trabalho a fazer”, afirmou o presidente, que agradeceu a China por sua participação no episódio.

“Está claro que os norte-coreanos entenderam a mensagem dos chineses e de todos os outros”, afirmou, por sua vez, o porta-voz do Departamento de Estado americano, Tom Casey.

A Coréia do Norte surpreendeu o mundo ao testar uma arma nuclear em meados deste mês, o que levou a Organização das Nações Unidas (ONU) a concordar em impôr sanções financeiras e de armas ao país.

Em setembro de 2005, no que foi considerado um avanço histórico, a Coréia do Norte anunciou que abriria mão de suas atividades nucleares e voltaria a aderir ao Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

Mas, meses depois, o otimismo desapareceu quando a Coréia do Norte se retirou das conversações, quando viu cerca de US$ 24 milhões de seus fundos congelados pelos Estados Unidos.

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