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Atualizado às: 19 de outubro, 2006 - 10h22 GMT (07h22 Brasília)
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Enviado chinês vai à Coréia do Norte discutir crise
Kim Jong-il
Líder norte-coreano tem na China seu maior aliado
Um enviado do governo chinês se encontrou com o líder norte-coreano, Kim Jong-il, para discutir a crescente tensão causada pelo teste nuclear realizado pela Coréia do Norte na semana passada, segundo informações de autoridades chinesas.

O ex-ministro das Relações Exteriores, Tang Jiaxuan, teria levado uma mensagem do presidente chinês, Hu Jintao, pedindo moderação a Pyongyang.

O encontro aconteceu em um momento de crescente preocupação com rumores de que a Coréia do Norte estaria preparando um segundo teste nuclear.

Em entrevista à rede de TV americana ABC, o vice-ministro das Relações Exteriores da Coréia do Norte, Li Gun, disse que um novo teste seria natural e que os Estados Unidos não deveriam se surpreender caso ele acontecesse.

Nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores da China alertou contra expansões “impulsivas” de sanções contra o regime de Kim Jong-il.

“As sanções devem ser um sinal e não um objetivo”, disse o porta-voz do ministério, Liu Jianchao, numa entrevista coletiva.

Sanções da ONU
Proibição do comércio de tanques, helicópteros e mísseis, assim de como tecnologia nuclear e de mísseis com a Coréia do Norte.
Inspeção de navios entrando e saindo do país.
Proibição da venda de bens de luxo
Proibição de viagens de pessoas que trabalham em programas de armas e mísseis
Qualquer nova ação futura precisa ser aprovada por resolução da ONU

A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, ameaçou a Coréia do Norte de “novas medidas”, caso um segundo teste aconteça.

Rice está na Coréia do Sul em uma viagem para conseguir angariar apoio contra a realização de novos testes nucleares. Ela deve seguir à China em seguida e já passou pelo Japão, que concordou em realizar inspeções nos navios norte-coreanos.

A viagem de Rice veio depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou uma série de sanções contra a Coréia do Norte em resposta aos testes nucleares.

“Recepção cautelosa”

Para o correspondente da BBC em Seul, Charles Scanlon, Condoleezza Rice pode esperar uma recepção cautelosa por parte da Coréia do Sul, que pressiona por uma política menos agressiva e ainda prefere medidas que visem a reconciliação e o engajamento econômico.

Um diplomata americano disse que Rice vai tentar pressionar a Coréia do Sul para que incremente a inspeção de navios suspeitos de carregar materiais que possam ser usados na construção de armas de destruição em massa.

A agência de notícias Yonhap afirma que Seul está se preparando para endurecer as inspeções de navios que estejam indo para a Coréia do Norte e bloquear subsídios para um projeto comum de incentivo ao turismo norte-coreano.

O governo sul-coreano estava relutante na aplicação de sanções por temer um novo conflito militar com o Norte.

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