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Chávez diz que não desistirá de vaga no Conselho da ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta terça-feira que seu país vai continuar lutando por uma vaga no Conselho de Segurança, apesar do impasse com a Guatemala. “A Venezuela não vai desistir. Eu digo aqui para todo o mundo, a Venezuela vai continuar lutando nesta batalha”, afirmou Chávez, em pronunciamento na televisão. Ele acusou o governo dos Estados Unidos, que apóia a Guatemala, de “chantagem, pressão e ameaças de todos os tipos”. O embaixador americano na ONU, John Bolton, negou que Washington esteja pressionando outros países. “Nós manifestamos nossa posição de forma bastante discreta. É motivada pela nossa preocupação com a Venezuela”, afirmou. Bolton disse nesta terça-feira que está “claro” que a Venezuela está fora da disputa. 22 vezes Em dois dias de votações, Guatemala e Venezuela já disputaram 22 vezes o voto dos 192 países da Assembléia Geral, mas nenhum dos dois conseguiu atingir os dois terços necessários. Na última votação realizada na terça-feira, a Guatemala obteve 102 votos, contra 77 da Venezuela. Os países precisam de, no mínimo, 124 votos. O impasse tem gerado pressões para que os países cheguem a um acordo. Mais uma rodada de votações deve ocorrer na quinta-feira. Em 1979, uma disputa entre Cuba e Colômbia levou três meses para ser resolvida, com o México assumindo a vaga após um acordo entre as partes. Desta vez, acredita-se que a Costa Rica, o Panamá ou o Uruguai possam assumir a vaga, em um eventual acordo. Com assuntos como Irã, Darfur e Coréia do Norte na agenda do Conselho de Segurança, uma vaga no órgão é vista como uma forma importante de influência dos países. O Conselho tem 15 vagas, sendo que cinco são permanentes – da China, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha e Rússia. As outras 10 são divididas entre blocos regionais da África, América Latina, Ásia, Europa Ocidental e Leste Europeu. Neste ano, quatro países foram eleitos para ocupar novas vagas, com mandato de dois anos: Indonésia, África do Sul, Itália e Bélgica. |
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