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ONU adia decisão entre Venezuela e Guatemala | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Após uma maratona de votações, os 192 membros da Assembléia Geral da ONU não chegaram a um acordo sobre quem deve ocupar uma das vagas da América Latina no Conselho de Segurança da organização: Guatemala ou Venezuela. Nenhum dos dois países conseguiu reunir o número de votos necessários para ser declarado o representante que vai substituir a Argentina em um dos dois assentos rotativos reservados aos países latino-americanos no Conselho - o outro país é o Peru, cujo mandato expira no próximo ano. Na votação mais recente, Guatemala - candidata dos Estados Unidos - recebeu 110 votos e Venezuela, 77, informou a porta-voz da Assembléia Geral, Gail Binder-Taylor Sainte, à BBC Brasil. Na rodada anterior, houve um empate, com 93 votos para cada. Para assegurar a vaga, um dos países precisa obter dois terços dos votos válidos na Assembléia Geral da ONU. Na última votação, esse número equivalia a 125 dos 192 votantes (as abstenções são descontadas). Guatemala e Venezuela deverão continuar se enfrentando em novas rodadas de votação até que um acordo seja alcançado, informou a porta-voz da Assembléia Geral. Segundo a porta-voz, as votações serão retomadas nesta terça-feira, às 10h de Nova York (11h em Brasília). Ela disse que impasses parecidos já ocorreram no passado e acabaram se resolvendo. Ainda de acordo com Sainte, é normal também que os membros da Assembléia mudem de posição entre uma votação e outra, já que os dois candidatos - e os países que os apóiam - fazem lobby o tempo todo pelo apoio dos demais. México e Cuba chegaram a participar como candidatos em três rodadas abertas graças a uma regra que permite que outros países da região América Latina-Caribe apresentem a sua candidatura em caso de impasse. O objetivo seria dar espaço a um terceiro candidato de consenso. México e Cuba, no entanto, obtiveram cada um apenas um voto. Posição brasileira A candidatura da Venezuela tem o apoio do Brasil e dos demais membros do Mercosul. O país também recebeu o aval tácito da Rússia e da China, dois membros permanentes do Conselho, e de países africanos. O assessor de imprensa da missão brasileira na ONU, Pedro Cardoso, disse que é natural que o Brasil apóie a Venezuela pela sua condição de membro pleno do Mercosul, mas ressalvou que mantém "excelentes relações com a Guatemala". Os Estados Unidos fazem campanha em favor da Guatemala. Nas votações relativas a outras regiões, a África do Sul, a Itália, a Indonésia e a Bélgica garantiram assentos no Conselho. Esses países e Venezuela ou Guatemala deverão assumir suas cadeiras no órgão no dia 1º de janeiro. O país eleito substituirá a Argentina. O Conselho de Segurança tem 15 integrantes, sendo que cinco deles são permanentes e têm direito a veto – Estados Unidos, China, França, Grã-Bretanha e Rússia. Os outros dez integrantes ocupam assentos por mandatos de dois anos. Desse grupo, cinco são eleitos a cada ano. A maior parte das decisões no Conselho de Segurança, o mais poderoso da organização, é tomada pelos cinco membros permanentes, mas uma resolução só é aprovada se receber pelo menos nove votos e não pode ser vetada por nenhum dos membros permanentes. |
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