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Atualizado às: 12 de outubro, 2006 - 13h06 GMT (10h06 Brasília)
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Chávez ameaça ação militar para ajudar Morales
Hugo Chávez, presidente da Venezuela
Morales é um dos aliados mais próximos de Chávez
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, alertou o Exército boliviano que está pronto a mobilizar tropas venezuelanas caso haja alguma ameaça ao governo de Evo Morales.

Segundo a agência de notícias Associated Press, Chávez voltou a mencionar a existência de um plano americano para impedir Morales de governar efetivamente, dando margem para justificar uma possível remoção.

"A Venezuela não vai manter seus braços cruzados se o povo boliviano e seu governo forem atacados por forças internas ou externas", disse o líder venezuelano.

Desde que tomou posse em janeiro, o presidente boliviano, Evo Morales, vem alertando sobre uma possível conspiração encabeçada por companhias multinacionais.

Isolamento

A pressão sobre o governo de Evo Morales vem aumentando nos últimos meses, deixando-o cada vez mais isolado.

Na semana passada, confrontos entre grupos de mineiros deixaram 16 mortos e causaram a demissão do ministro de Minas, Walter Villaroel, e do presidente da companhia mineradora estatal boliviana Comibol, Antonio Rebollo.

Os enfrentamentos são considerados os piores já ocorridos no governo do presidente Evo Morales, eleito em dezembro do ano passado com o apoio dos mineiros.

Segundo o porta-voz do governo boliviano, Alex Contreras, a "onda de rumores" de supostos golpes vem sendo alimentada por grupos "que detiveram o poder no passado".

O porta-voz afirmou que a liderança de Morales é sólida porque tem o apoio das Forças Armadas, da Polícia e dos movimentos sociais.

Insurreição

Mesmo sem ter explicado bem o que faria no caso de problemas políticos na Bolívia, Hugo Chávez disse que a Venezuela "se recusaria a reconhecer qualquer governo que viesse por meio de uma insurreição".

O presidente da Venezuela acusou a "oligarquia mediática" e a Embaixada americana em La Paz de fomentar o descontentamento entre militares e o aparecimento de greves.

Chávez disse que, se o governo de Morales for deposto, seu país fará "tudo o que for possível" para que o (novo) governo dure tanto quanto o de Pedro Carmona, em 2002, na Venezuela.

Carmona, liderou uma tentativa de golpe contra ele, Chávez, mas terminou 47 horas depois, em meio ao suporte popular do governo chavista.

Na quarta-feira, o governo boliviano pediu cautela ao embaixador venezuelano em La Paz, depois que este ofereceu "sangue e as vidas" de seus compatriotas para defender "a bela revolução boliviana", o que gerou protestos da oposição boliviana.

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