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Novo confronto entre palestinos deixa 2 mortos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Novos confrontos entre partidários do Hamas e da facção rival Fatah deixaram mais duas pessoas mortas e 14 feridas na Faixa de Gaza e Cisjordânia. A violência eclodiu nos territórios palestinos no domingo, depois que uma milícia criada pelo Hamas tentou pôr fim a protestos por salários atrasados organizados pelas forças de segurança consideradas leais ao Fatah. Oito pessoas morreram e 60 ficaram feridas. Servidores públicos palestinos estão sem receber há vários meses e muitos setores essenciais não têm verbas devido às sanções impostas por Israel e países ocidentais depois que o Hamas assumiu o governo. O partido do primeiro-ministro Ismail Haniya chegou ao poder em março, mas o grupo se recusa a renunciar à violência e a reconhecer a existência do Estado de Israel. Segundo o correspondente da BBC em Gaza Alan Johnston, a crise econômica que resultou dos cortes financeiros aumentou a tensão entre os dois principais grupos políticos palestinos. Trabalho suspenso A mais séria onda de confrontos entre militantes do Hamas e do Fatah se espalhou pelos territórios palestinos. Depois da violência em Gaza, no domingo, manifestantes do Fatah invadiram prédios do governo em Ramallah e jogaram pedras em casas de ministros do Hamas. Em Nablus, no norte da Cisjordânia, homens armados feriram pelo menos dois guarda-costas do vice-primeiro-ministro Nasser al-Shaer. O governo palestino suspendeu o trabalho em todos os ministérios na segunda-feira em protesto contra os ataques. A administração disse que a suspensão ocorre também devido a "tentativas de seqüestro de funcionários". Também na segunda, uma passeata organizada por partidários do Fatah também terminou em violência quando os manifestantes passaram por uma base utilizada pelo Hamas, em Rafah. E um comerciante de Jericó foi morto depois de se recusar a participar de uma greve em protesto contra os acontecimentos em Gaza. Disputa de poder O governo do Hamas afirma não ter condições financeiras de pagar os salários dos servidores devido ao corte nas verbas enviadas aos palestinos desde que o grupo assumiu o governo. Ao mesmo tempo, o premiê Haniya enfrenta uma disputa de poder com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, do Fatah. Ambos têm tentado formar um governo de coalizão nacional, oito meses após a vitória eleitoral do Hamas. Abbas está sendo pressionado por Washington para não formar um governo de unidade com o Hamas, a não ser que o grupo atenda demandas internacionais, como o reconhecimento da legitimidade do Estado de Israel. Esta semana, Abbas se encontra com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, para tentar retomar as negociações de paz entre Palestina e Israel. |
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