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De La Rúa e Cavallo são processados na Argentina | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-presidente argentino Fernando de la Rúa e seu ex-ministro da Economia Domingo Cavallo foram processados nesta quinta-feira pela participação num esquema de renegociação da dívida externa que, segundo seus críticos, teria levado à crise financeira de 2001. Os acusados responderão ao processo em liberdade, mas De la Rúa e Cavallo já tiveram seus bens e contas bancárias até o valor de 30 milhões de pesos (cerca de US$ 10 milhões) bloqueados. Eles podem ser condenados a uma pena que varia de um mês a seis anos de prisão. O ex-presidente argentino havia sido ouvido pelo juiz do caso, Jorge Ballestero, há duas semanas, quando negou ter cometido irregularidades durante a operação, que postergou em cinco anos o vencimento de parte da dívida pública e, para seduzir os credores, emitiu novos títulos com prazo mais curto e juros mais altos. A acusação alega que o ex-presidente e os outros funcionários do governo sabiam que a operação seria prejudicial ao país e que geraria um lucro indevido a quem estivesse em poder dos novos títulos. O juiz quer saber se a operação acabou de fato aumentando a dívida argentina em quase US$ 40 bilhões. O processo complica ainda mais a situação de De la Rúa, que já é investigado pelo pagamento de suborno a membros do Senado, além de outras irregularidades. Seis meses após assinar o decreto que autorizou a operação de renegociação da dívida, De la Rúa renunciou em meio a violentos protestos e uma das maiores crises econômicas da história da Argentina. |
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