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Atualizado às: 04 de setembro, 2006 - 11h17 GMT (08h17 Brasília)
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Catar enviará tropas para missão da ONU no Líbano
Xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, xeque Hamad bin Jassim bin Jabr al-Thani e Kofi Annan
Emir e ministro do Qatar recebem secretário-geral da ONU
O Catar é o primeiro país árabe a se comprometer em enviar tropas para a missão de paz das Nações Unidas no Líbano. Foram oferecidos entre 200 e 300 militares.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira durante a visita do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ao país.

O ministro das Relações Exteriores do país, xeque Hamad Bin Jassem al-Thani, disse que o pequeno número de tropas é uma mostra do apoio dos árabes à resolução de cessar-fogo da ONU.

“Nós decidimos que o Catar vai participar da Unifil (força de paz da ONU no Líbano) enviando de 200 a 300 militares e nós acreditamos que a Unifil deve ter tarefas específicas na área”, disse o ministro em entrevista à imprensa.

Ele não confirmou quando serão enviadas as tropas para a missão que tentará garantir a paz entre Israel e o grupo xiita Hezbollah no sul do Líbano. De acordo com a resolução 1701, aprovada no mês passado, a força da ONU deverá ter 15 mil soldados.

Vôos diretos

O Catar é o único país da região do Golfo a manter relações – ainda que pequenas – com Israel. O país também é sede de uma importante base norte-americana.

A oferta de tropas aconteceu horas antes de o Catar anunciar que vai retomar os vôos diretos para o Líbano, apesar do bloqueio aéreo imposto por Israel.

Israel mantém em vigor um embargo aéreo e naval desde o dia 14 de agosto, quando um cessar-fogo pôs fim a 34 dias de conflito com militantes do Hezbollah.

Até agora, apenas as companhias aéreas do Líbano e da Jordânia podiam voar para Beirute, com a condição de passarem por uma inspeção de segurança em Amã, a capital jordaniana.

De acordo com a agência de notícias Reuters, uma autoridade israelense disse que o governo não tomará nenhuma atitude contra aviões do Catar que forem para Beirute.

O xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, do Catar, foi o único chefe de Estado a visitar o Líbano após o conflito, no dia 21 de agosto.

Mais de 1,1 mil libaneses e 160 israelenses morreram durante os combates.

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