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Chávez diz que vai triplicar venda de petróleo à China | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira ter acertado com o governo chinês que seu país vai triplicar as exportações de petróleo para o gigante asiático em três anos. "Em 2009, nós vamos alcançar meio milhão de barris por dia e, na próxima década, nós veremos um milhão de barris", afirmou Chávez em Pequim, após se encontrar com o presidente chinês, Hu Jintao. A Venezuela, quinto maior exportador mundial de petróleo, atualmente vende 150 mil barris por dia para a China. Chávez tem deixado claro que quer reduzir a dependência venezuelana das vendas para os Estados Unidos, para onde o país exporta a maior parte da sua produção (1,5 milhão de barris/dia), apesar das divergências políticas entre os atuais governos em Washington e Caracas. A China, por sua vez, tem interesse em comprar o petróleo venezuelano, apesar do seu custo de refino elevado (por causa do alto teor de enxofre). O país não só precisa de grandes estoques de petróleo para alimentar o seu crescimento econômico, como tem interesse em diminuir a sua dependência das importações do Oriente Médio. China e Venezuela já cooperam em questões energéticas - a estatal chinesa CNPC tem contratos de exploração de petróleo em território venezuelano. Mais acordos Chávez disse ter assinado outros acordos "importantes" com a China. "O que nós assinamos é grande, é importante, é sólido - (acordos nas áreas de) energia, tecnologia, empréstimos, ferrovias, extração de petróleo, satélites, cooperação agrícola, isso é grande. É uma série de acordos de grande importância estratégica, envolvendo bilhões de dólares de investimentos chineses na Venezuela." O presidente venezuelano também disse ter obtido o apoio de Hu Jintao na sua campanha para obter uma cadeira não-permanente no Conselho de Segurança da ONU. "O presidente disse no encontro privado que a China apóia a Venezuela nas suas aspirações para fazer parte do Conselho de Segurança (da ONU) e o apoio da China é muito importante de um ponto de vista político, moral", disse Chávez. A vaga latino-americana entre os dez membros rotativos do Conselho está sendo disputada entre a Venezuela e a Guatemala, apoiada pelos Estados Unidos - que, assim como a China, tem cadeira permanente no Conselho. Esta é a quarta visita que Chávez faz à China desde que assumiu o poder, em 1998. O governo chinês tem se interessado cada vez mais pela América Latina, como indica a assinatura, na segunda-feira, de um acordo comercial com o Chile. Depois da China, Chávez segue para Malásia e Angola. |
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