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Atualizado às: 20 de abril, 2006 - 17h16 GMT (14h16 Brasília)
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EUA e China têm interesse comum na segurança, diz Bush
O presidente chinês Hu Jintao e o americano George W. Bush
Hu Jintao foi recebido com pompa e honras militares na Casa Branca
O presidente americano, George W. Bush, afirmou nesta quinta-feira, em Washington, que Estados Unidos e China têm na segurança um interesse comum.

A declaração ocorreu no início do encontro de Bush com o presidente da China, Hu Jintao, que se reuniu com o presidente americano, na Casa Branca, para discutir as relações bilaterais entre os dois países.

"A prosperidade depende da segurança", afirmou Bush. "Por isso, os Estados Unidos e a China compartilham um interesse estratégico em aprimorar a segurança para nossos povos."

O presidente americano citou especificamente as "ambições" nucleares de Irã e Coréia do Norte, o terrorismo internacional e o que chamou de "genocídio" na região de Darfur, no Sudão.

Antes, Bush já havia se referido a assuntos comerciais, em particular à taxa de câmbio da moeda chinesa, o iuan, que o governo americano considera subvalorizada.

Protesto

A viagem do presidente da China aos Estados Unidos, a primeira desde que Hu Jintao assumiu o poder, não tem o tom formal de uma visita de Estado, mas o líder chinês foi recebido com pompa e honras militares na Casa Branca.

A organização da cerimônia, no entanto, teve uma gafe protocolar. O hino nacional chinês foi anunciado como "o hino da República da China", nome formal de Taiwan. O nome oficial da China é República Popular da China.

Manifestante na Casa Branca
Manifestante gritou versos de apoio ao movimento Falun Gong

Outro incidente ocorreu durante o discurso do presidente chinês. Hu Jintao foi interrompido por alguns instantes pelo protesto de uma manifestante, que foi retirada do local pela equipe de segurança da Casa Branca.

A mulher de meia-idade estava na área destinada à imprensa quando começou a gritar o que pareciam ser versos de apoio ao Falun Gong, movimento espiritual proibido na China.

A manifestante disse aos gritos que o presidente chinês é um "assassino" e deveria parar de "perseguir" o movimento.

"Presidente Hu, seus dias estão contados", exclamou a mulher. "Presidente Bush, faça com que ele pare de perseguir o Falun Gong."

Um outro grupo de manifestantes também se reuniu do lado de fora da Casa Branca para protestar contra violações de direitos humanos atribuídas à China.

Os protestos ilustram as dificuldades nas relações entre os dois países. Os Estados Unidos querem que a China dê mais atenção aos direitos humanos, mas reconhecem a importância da grande escalada da economia chinesa nos últimos anos.

Diplomacia

Em seus breves pronunciamentos, os dois líderes expressaram o desejo de buscar uma solução para o impasse criado pelo programa nuclear da Coréia do Norte.

Bush disse que vai "continuar a discutir com o presidente Hu a importância do respeito aos direitos humanos e à liberdade do povo chinês".

O presidente americano também pediu a ajuda da China para a retomada das negociações sobre o programa nuclear da Coréia do Norte.

"Eu continuo a buscar os conselhos e a cooperação do presidente Hu e a encorajar seu país a usar sua considerável influência junto à Coréia do Norte para realizarmos um progresso significativo em direção a uma Península Coreana livre de armas nucleares", afirmou.

Hu Jintao disse que a China vai tentar ajudar a resolver as disputas nucleares tanto com a Coréia do Norte como com o Irã, mas insistiu em uma solução diplomática. Os Estados Unidos ainda não descartaram a possibilidade de uma ação militar contra o Irã.

"Estamos prontos para continuar a trabalhar com os Estados Unidos para resolver de maneira pacífica os assuntos nucleares na Península Coreana e no Irã por meio de negociações diplomáticas", disse o líder chinês.

O presidente da China chegou a Washington depois de visitar uma fábrica da Boeing, em Seattle, onde disse que seu país terá de comprar 2 mil aviões nos próximos 15 anos.

Hu Jintao disse aos funcionários da Boeing que as relações entre a empresa e a China demonstram o potencial do comércio entre os dois países.

O líder chinês também se reuniu com o fundador da Microsoft, Bill Gates, no início de sua visita de quatro dias aos Estados Unidos.

Hu Jintao, presidente da ChinaCaio Blinder
Temor e dependência marcam relação de EUA e China.
Mahmoud Ahmadinejad, presidente IrãCaio Blinder
Crise nuclear iraniana testa cooperação entre EUA e China.
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