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Atualizado às: 12 de agosto, 2006 - 01h56 GMT (22h56 Brasília)
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EUA investigam se complô britânico tem ramificações
Rigorosas medidas de segurança nos aeroportos dos EUA ainda vigoram
Investigadores dos Estados Unidos estão usando inteligência recolhida pela Grã-Bretanha para descobrir se pessoas em território americano têm ligações com um suposto complô para explodir aviões em pleno ar.

Funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos manifestaram preocupação de que pessoas cientes de algum complô para praticar atentados ainda possam estar à solta.

A polícia e os serviços de segurança da Grã-Bretanha prenderam 24 pessoas na quinta-feira. A segurança nos aeroportos britânicos e americanos foi reforçada.

O assessor do presidente americano George W. Bush para segurança doméstica destacou a necessidade de se certificar das dimensões da ameaça dentro dos Estados Unidos.

"Não há indícios de conspiração", afirmou Frances Townsend, ressaltando, contudo, que seria negligente não procurar "ligações entre indivíduos aqui nos Estados Unidos e os conspiradores na Grã-Bretanha".

"Há pistas que o FBI (polícia federal americana) está seguindo, mas não há indicação de pessoas planejando alguma coisa grande aqui nos Estados Unidos", disse.

Plano B

Serviços de inteligência dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha fizeram acordos há muito tempo para compartilhar informações durante alertas de segurança.

De acordo com um porta-voz do FBI, a agência de inteligência intena dos Estados Unidos está estudando uma "nova leva" de material fornecido pela polícia e serviços de segurança britânicos.

A Grã-Bretanha tem sido excelente em compartilhar informações sobre relações, contatos e movimentos dos detidos, disse o porta-voz.

Essas informações serão cruzadas com as obtidas sobre suspeitos baseados nos Estados Unidos e para descobrir se alguma pessoa sob vigilância no país tinha ligações com o complô britânico.

A principal preocupação nos Estados Unidos é a possibilidade de que ativistas baseados nos Estados Unidos ou em outros países ponham em prática um "Plano B" para ataques depois da descoberta da célula na Grã-Bretanha.

O presidente da comissão do Congresso americano para segurança interna, Peter King, disse haver pessoas "desesperadas", com "um bom nível de sofisticação", e o perigo é que elas estejam disponíveis para futuras operações.

Um dos 24 suspeitos detidos na Grã-Bretanha foi dispensado sem acusação nesta sexta-feira, mas os demais continuam presos.

Os bens de 19 destes suspeitos foram congelados e o Banco da Inglaterra divulgou os seus nomes.

Acredita-se que eles possam estar envolvidos em um complô para explodir aviões, possivelmente utilizando explosivos líqueidos ocultos em bagagem de mão.

A segurança nos aeroportos dos Estados Unidos foi intensificada, com um rigorosa verificação de bagagem e restrições ao transporte de líquidos a bordo.

Vôos que partem e chegam à Grã-Bretanha continuam sendo considerados no nível de risco mais elevado.

O Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Michael Chertoff, disse que algumas das medidas mais restritivas em vigor em aeroportos no país podem ser relaxadas em algum momento.

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