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Passageiros ainda enfrentam transtornos e atrasos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As viagens aéreas começaram a voltar ao normal nesta sexta-feira, um dia depois de a polícia britânica anunciar ter abortado um plano para explodir aviões, mas passageiros ainda enfrentavam atrasos e transtornos nos aeroportos por causa da adoção de medidas de segurança especiais. Os problemas afetaram principalmente os que viajavam de e para os Estados Unidos, já que o suposto plano envolvia aviões com destino àquele país. No aeroporto de Heathrow, as restrições impostas na quinta-feira permanecem válidas até segunda ordem: bagagens de mão continuam proibidas a bordo – exceção feita aos documentos e uma lista restrita de itens considerados essenciais –, assim como substâncias líquidas nos vôos para os Estados Unidos. A British Airways diz ter operado nesta sexta-feira a maioria dos vôos previstos, embora tenha cancelado 96 deles, incluindo seis que partiriam para cidades americanas. Também houve atraso nos vôos que partiram porque passageiros tiveram de colocar os itens que levariam na mão na bagagem a ser despachada. Os vôos diários para São Paulo e, no domingo, para o Rio de Janeiro, não foram alterados, mas as autoridades aeroportuárias têm alertado os passageiros para estar preparados para mais atrasos. Passageiros viajando para os Estados Unidos também foram proibidos de comprar perfumes, bebidas alcoólicas e outros líquidos no Duty Free. EUA Nos Estados Unidos, os passageiros puderam embarcar com bagagem de mão, mas foram proibidos de levar líquidos. "Foi interessante me arrumar hoje de manhã", disse à agência Reuters a advogada Stasia Kelly, que voltou de Washington a Nova York nesta sexta-feira. "Não tinha meus produtos de cabelo, não tinha nada - nenhum creme." Kelly disse que vai tentar não viajar nas próximas duas semanas para evitar "transtornos extras". Brasil Os aeroportos brasileiros estão proibindo o transporte de líquidos na bagagem de mão e pedindo que passageiros de vôos internacionais levem consigo no avião o mínimo possível, entre outras medidas de segurança excepcionais adotadas. A mudança no procedimento foi um pedido do governo americano feito ao Itamaraty, e a orientação está sendo repassada aos aeroportos pela Infraero (Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária) e pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). As medidas foram estendidas a vôos para a Grã-Bretanha. Segundo a assessoria de Comunicação da Anac, não há prazo para que as medidas deixem de ser adotadas. A agência, criada em março deste ano, prevê que as inspeções de passageiros e bagagem deverão levar mais tempo do que o normal e pede que as pessoas cheguem com pelo menos três horas de antecedência aos aeroportos. Ainda de acordo com o departamento de Comunicação da Anac, as medidas não teriam sido tomadas se não fosse pelo pedido americano. Reunião de emergência A União Européia divulgou que organizará uma reunião de especialistas em segurança na aviação para discutir o suposto plano. Além de Heathrow, aeroportos de outros países europeus tentavam retornar à normalidade; algumas companhias aéreas introduziram aviões maiores para acomodar passageiros que já haviam deixado de viajar na quinta-feira. A França também proibiu o transporte de líquidos em vôos com destino a Estados Unidos, Grã-Bretanha e Israel, segundo a agência de notícias France Presse. Os problemas nas viagens aéreas levaram milhares de pessoas a comprar passagens no Eurostar, o trem que liga cidades européias, ainda de acordo com a France Presse. Teriam sido feitas 15 mil reservas adicionais apenas para viagens entre Londres e Bruxelas entre quinta-feira e domingo. As informações difundidas na quinta-feira davam conta de que até dez aviões seriam alvo de ataques extremistas. Cerca de 200 mil passageiros passam diariamente pelo aeroporto de Heathrow, onde trabalham 70 mil outras pessoas. |
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