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Atualizado às: 30 de julho, 2006 - 02h39 GMT (23h39 Brasília)
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Rice discute força de paz com Líbano e Israel
Secretária de Estado americana, Condoleezza Rice
Secretária de Estado terá encontros dos dois lados da fronteira
A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, terá encontros neste domingo com autoridades israelenses e libanesas com o objetivo de para o conflito entre Israel e o grupo militante Hezbollah.

No sábado, ela chegou à região pela segunda vez em uma semana para reuniões dos dois lados da fronteira.

Rice afirmou ao chegar em Jerusalém que entrará em uma fase de intensa negociação que demandará decisões “difíceis” tanto de israelenses como de libaneses.

A secretária de Estado não deu detalhes sobre o que vai ser debatido nem quais são as propostas que estarão na mesa. Segundo o presidente Americano, George W. Bush, Rice foi instruída a sugerir uma resolução para ser votada pelo Conselho de Segurança na semana que vem.

Fontes israelenses disseram à BBC que Israel pode aceitar parar os ataques assim que uma resolução da Organização das Nações Unidas seja aprovada na semana que vem, mesmo antes de que qualquer força internacional seja enviada ao sul do Líbano ou do desarmamento do Hezbollah.

Crianças indefesas

Um dos motivos para a pressão por um cessar-fogo é a crise humana provocada pela guerra.

O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, disse que crianças, idosos e mulheres estão indefesos depois de mais de duas semanas de combate, ao completar uma visita ao Líbano, Israel e Faixa de Gaza.

Para Egeland, os atuais corredores por onde passa a ajuda humanitária não são suficientes para atender as imensas necessidades dos atingidos pelo conflito,

Egeland afirmou que “um terço das 600 pessoas mortas pelos ataques israelenses no Líbano são crianças”. O número oficial de mortos no Líbano é de 483.

“É uma coisa horrível. Há algo fundamentalmente errado com uma guerra onde morrem mais crianças do que homens armados”, disse Egeland.

O coordenador da ONU havia pedido que os dois lados cessassem as agressões por pelo menos “72 horas para que seja possível a evacuação de mulheres, crianças, feridos e idosos” do sul do Líbano. A proposta foi rejeitada por Israel.

Mark Malloch-Brown, vice-secretário-geral das Nações Unidas, disse que a ONU não se sente impotente depois que quatro observadores da entidade foram mortos por um bombardeio israelense, mas sim “preocupada e frustrada”.

A ONU também alertou que as mortes podem fazer com que alguns países não queiram participar de uma força multinacional na região.

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