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Atualizado às: 27 de julho, 2006 - 17h43 GMT (14h43 Brasília)
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Israel mantém ataques, mas descarta ocupação
Soldado israelense em Unidade de Artilharia Móvel
Bombardeios de Israel atingiram base militar no Líbano
O Gabinete de Segurança de Israel decidiu, durante uma reunião nesta quinta-feira, manter incursões pontuais no Líbano até que os dois soldados capturados pelo grupo xiita Hezbollah sejam libertados e a ameaça de foguetes contra Israel esteja controlada.

As autoridades israelenses também aprovaram a convocação de mais reservistas, mas preferiram não ampliar a ofensiva terrestre, que foi responsável pela maior parte das baixas em combate: 33 soldados morreram desde o início das operações, no dia 12 de julho.

Também nesta quinta-feira, o ministro da Justiça de Israel, Haim Ramon, disse que o fato de a comunidade internacional ter falhado em exigir um cessar-fogo imediato no Líbano na quarta havia dado ao país sinal verde para seguir com a ofensiva.

Mas líderes europeus que participaram da reunião de quarta-feira sobre a crise no Oriente Médio, em Roma, disseram que ele não entendeu a mensagem.

A Comissária de Assuntos Externos da União Européia, Benita Ferrero-Waldner, afirmou que o recado da cúpula foi que "a matança deveria acabar".

Os anfitriões do encontro, o primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, e o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, também discordaram dos comentários de Ramon.

Ataques

Enquanto o Gabinete de Segurança se reunia para discutir a evolução do conflito, o Exército israelense continuava com os bombardeios em território libanês.

Uma base do Exército do Líbano e uma emissora de rádio no norte de Beirute foram atingidas em ataques aéreos nesta quarta.

Os combates por terra também continuaram no sul do Líbano, já que as tropas israelenses seguem tentando controlar a cidade de Bint Jbeil, o reduto do Hezbollah onde Israel sofreu suas piores perdas nesta ofensiva.

Os bombardeios próximos à cidade de Tiro, depois da invasão de apartamentos da região na quarta-feira, levaram a uma debandada de civis da cidade.

Do lado do Hezbollah, o grupo continuou fazendo ataques com foguetes contra cidades israelenses. Um deles atingiu uma fábrica de produtos químicos na cidade de Kiryat Shmona.

Na quarta-feira, foram disparados 150 mísseis do Hezbollah na direção de Israel, o maior número desde o início do conflito.

Pelo menos 423 libaneses (a maioria civis) e 51 israelenes (18 civis) morreram desde o início da ofensiva israelense.

Retirada

Em resposta à morte de observadores da ONU em um ataque aéreo de Israel na quarta, o governo da Austrália anunciou também nesta quinta-feira que vai retirar soldados seus em operação no país.

O ministro das Relações Exteriores australiano, Alexander Downer, afirmou que enviar uma equipe de paz para o sul do Líbano enquanto os conflitos continuam seria uma "missão suicida".

De acordo com o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o bombardeio parece ter sido "deliberadamente calculado".

Representantes de diversos países decidiram que é necessário o envio de tropas de paz para a região, porém, não conseguiram chegar a um acordo sobre quando e como essa operação seria feita.

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