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Atualizado às: 21 de julho, 2006 - 00h16 GMT (21h16 Brasília)
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Kofi Annan pede cessar-fogo no Líbano
Kofi Annan.
Annan cogitou a presença de uma força de paz na região.
O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, pediu a imediata suspensão das agressões entre Israel e militantes do Hezbollah no Líbano.

"Israel afirma que não tem fortes divergências com o governo e nem com o povo do Líbano, e que está adotando precauções extremas para evitar ferí-los", afirmou.

"Ainda assim, várias de suas ações feriram e mataram civis libaneses e militares e causaram grandes danos à infra-estrutura."

"As ações do Hezbollah são deploráveis e, como eu disse, Israel tem o direito de se defender, mas o uso excessivo de força deve ser condenado", concluiu o secretário-geral.

Annan afirmou ainda que o Líbano está sendo mantido como refém de ações levianas do movimento Hezbollah, e que o governo libanês pode não sobreviver à resposta militar israelense.

Annan disse ao Conselho de Segurança da ONU que era "imperativo" estabelecer vias de acesso para as iniciativas assistenciais, devido ao crescente receio de uma catástrofe humanitária.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, concordou em permitir a criação de um corredor humanitário entre Líbano e Chipre. Até agora, Israel impôs um bloqueio naval no Líbano, impedindo a entrega a milhares de pessoas surpreendidas pela violência de suprimentos essenciais.

O apelo de Kofi Annan veio logo depois de um pedido similar da União Européia, que anunciou uma verba de 10 milhões de euros (cerca de R$ 27,4 milhões) para iniciativas assistenciais no Líbano.

Estradas destruídas pelos bombardeios israelenses no Líbano têm dificultado o trabalho de entidades como a Cruz Vermelha.

"Não vamos abandonar o povo libanês nesse momento de necessidade, mas precisamos ter cautela", afirmou Annan.

Evacuação do Líbano

Milhares de estrangeiros seguem deixando o país com a ajuda de seus governos.

Entidades assistenciais declararam preocupação com os que estão ficando para trás no processo de evacuação, especialmente na região sul, onde está a maioria dos desabrigados.

O coordenador de ajuda humanitária da ONU, Jan Egeland, disse que os feridos não podem receber assistência por causa da destruição que Israel está promovendo nas estradas.

Segundo Egeland, se não houver uma trégua para que comece a ajuda, pode haver uma catástrofe.

Kofi Annan deve ter uma reunião privada com a secretária de estado americana, Condoleeza Rice, e com o chefe de política externa da Unia Européia, Javier Solana, ainda nesta quinta.

Annan quer que uma força de paz internacional desembarque na região da fronteira entre Israel e Líbano.

José Manuel Barroso, presidente da Comissão Européia, afirmou que o auxílio da União Européia seria para aqueles que mais precisam.

Barroso adicionou que a UE "expressava a solidariedade aos civis que estão sofrendo com este terrível conflito".

O primeiro-ministro finlandês, Matti Vanhanen, que atualmente ocupa a presidência da União Européia, revelou que o bloco de 25 países está "extremamente preocupado" com a crise.

"A União Européia está pronta para ajudar. Uma força de paz internacional na região, aprovada pelo Conselho de Segurança, pode ser necessária", disse Vanhanen.

"Contudo, todos têm de se comprometer com um cessar-fogo."

'Massacre'

O presidente do Líbano, Emile Lahhud, apelou por um cessar-fogo imediato, descrevendo as ações militares de Israel como um "massacre".

Cerca de 300 pessoas já morreram e cerca de 500 mil foram desalojadas no Líbano, enquanto 29 pessoas morreram em Israel, sendo que 15 civis.

O confronto entre Israel e as milícias do Hezbollah, que já dura nove dias, começou depois que o grupo islâmico xiita libanês capturou dois soldados israelenses e matou outros oito.

Nesta quinta-feira, as forças israelenses anunciaram que estão combatendo o Hezbollah dentro do Líbano, enquanto o grupo libanês disse ter destruído dois tanques israelenses.

Israel mantém a sua campanha aérea sobre o Líbano e só nesta quinta, já teria conduzido pelo menos 80 bombardeios.

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