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ONU: Bombardeio indiscriminado é inaceitável | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos Louise Arbour disse que crimes de guerra podem estar sendo cometidos no Líbano, em Israel e na Faixa de Gaza. Arbour também enfatizou que as leis internacionais deixam explícita a necessidade de proteger civis. "Há uma obrigação de todas as partes de respeitar o princípio da proporcionalidade", disse ela. "O bombardeio indiscriminado de cidades constitui um ataque previsível e inaceitável contra civis. (…) Similarmente, o bombardeio de locais com suposta importância militar, mas resultando invariavelmente na morte de civis inocentes, é injustificável." A alta comissária se referia tanto aos constantes bombardeios de Israel contra território libanês e a Faixa de Gaza, quanto aos mísseis do Hezbollah lançados contra cidades israelenses. Responsabilidade Cerca de 300 libaneses, em sua maioria civis, morreram desde o início da ofensiva israelense na semana passada, iniciada depois que soldados israelenses foram capturados por militantes do Hezbollah. Do lado israelense houve 29 mortes, 15 delas civis. Na Faixa de Gaza, cerca de cem pessoas, entre civis e militantes, morreram neste mês, depois do início de uma operação do Exército israelense também causada pela captura de um soldado, de acordo com dados da ONU. Louise Arbour expressou "muita preocupação com a morte e mutilação de civis no Líbano, em Israel e no território palestino ocupado." Sem apontar indivíduos especificamente, ela sugeriu que os líderes deveriam ser responsabilizados. "Eu acredito, com base nas provas disponíveis em domínio público, que o número de mortes de civis e o bombardeio indiscriminado de cidades levantem perguntas suficientes para sinalizar para aqueles que estão por trás destas iniciativas que eles devem examinar cuidadosamente sua exposição pessoal", afirmou Arbour à BBC. |
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