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Atualizado às: 14 de julho, 2006 - 11h42 GMT (08h42 Brasília)
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Israel ataca área do Hezbollah em Beirute
Fumaça no aeroporto após segundo ataque israelense
Israel atinge tanque de combustível em segundo ataque a aeroporto
No terceiro dia de ataques israelenses contra alvos libaneses, o aeroporto de Beirute foi bombardeado mais uma vez nesta sexta-feira, assim como a estrada para a capital da Síria e uma usina de energia elétrica.

Israel decidiu ampliar a ofensiva, visando principalmente os bairros no sul de Beirute, região considerada um reduto do grupo militante Hezbollah.

As Forças Armadas israelenses afirmam que atingiram 18 alvos do Hezbollah nos últimos ataques aéreos e terrestres. Os bombardeios recentes teriam matado três pessoas e deixado mais de 50 feridos.

Ao todo, mais de 50 pessoas morreram desde o início da incursão israelense no Líbano, iniciada depois que militantes do Hezbollah capturaram dois soldados israelenses na fronteira e mataram outros oito.

Entre as vítimas civis no Líbano, estão quatro brasileiros.

O Hezbollah respondeu lançando novos ataques com foguetes Katyusha contra o norte de Israel.

De acordo com a Associated Press, dez deles teriam atingido a cidade de Safed, a quinze quilômetros da fronteira com o Líbano, e outros três teriam sido lançados contra Nurit e Ezen Menahem, sem causar mortes.

Com os novos ataques, o total de foguetes lançados pelos militantes contra território israelense teria chegado a 160 nas últimas 48 horas.

Nações Unidas

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) fará uma reunião de emergência nesta sexta-feira, em Nova York, para discutir a escalada da violência no Oriente Médio.

O Líbano pediu que que o Conselho adote uma resolução pedindo um cessar-fogo e o fim dos ataques israelenses contra seu território.

Israel já avisou a ONU que considera o Líbano responsável pela captura de seus soldados e que tem o direito de se defender.

Representantes dos dois países participarão da reunião e ouvirão o parecer dos analistas da ONU.

Edward Mortimer, conselheiro do secretário-geral das Nações Unidas, Koffi Annan, disse que era provável que o Conselho ficasse num beco sem saída.

Enquanto muitos países condenam o que ele chamou de "desastre humano" causado pelas ações militares israelenses, os Estados Unidos têm o poder de vetar qualquer resolução que possa ser considerada injusta, ou seja, que não considere a ação de grupos militantes.

Na quinta-feira, os americanos vetaram uma resolução que condenava a incursão militar de Israel na Faixa de Gaza, alegando que a decisão não era equilibrada.

Violência

Na quinta-feira, aviões israelenses despejaram panfletos pedindo que os moradores não se aproximem de lugares onde ficam militantes do Hezbollah. Muitos moradores do sul do país decidiram deixar suas casas.

Imagens de televisão mostraram danos a pontes e bombeiros tentando apagar o fogo em locais destruídos pelos ataques de Israel.

Um tanque de armazenamento foi atingido na usina de energia de Jiyyeh, no sul de Beirute, provocando um grande incêndio, segundo testemunhas.

Forças terrestres em Beirute responderam aos ataques dos jatos israelenses com cargas antiaéreas.

Isolamento

A estrada que liga o Líbano a Damasco, na Síria, foi fechada devido a ataques de jatos israelenses na região central e montanhosa, segundo autoridades libanesas.

Na quinta-feira as forças de Israel atacaram duas vezes o aeroporto internacional de Beirute. O aeroporto foi alvejado mais uma vez nesta sexta-feira.

Com navios israelenses bloqueando a costa e os portos, o Líbano está praticamente isolado.

Os foguetes disparados pelo Hezbollah contra Israel mataram pelo menos duas pessoas e feriram dezenas nos últimos dois dias.

O grupo militante alertou mais cedo que os ataques em Beirute iriam desencadear novos ataques com foguetes contra alvos israelenses.

Foguetes foram lançados contra a cidade de Haifa, a terceira maior de Israel, na quinta-feira. O Hezbollah negou responsabilidade por este ataque, mas o embaixador israelense em Washington, Danny Ayalon, descreveu o incidente como uma "grande escalada" da crise.

Repercussão

Danny Ayalon disse que a comunidade internacional deve deixar claro ao Irã e à Síria - que, segundo Israel, formam um "eixo do terror" junto com o Hezbollah e o grupo militante palestino Hamas - que estes países estão "brincando com fogo".

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad aumentou ainda mais a tensão, afirmando ao presidente sírio Bashar al-Assad, em um telefonema, que haveria uma "resposta cruel" a qualquer ataque de Israel contra a Síria.

"Se o regime sionista cometer outra ação estúpida e atacar a Síria, este ataque será considerado como um ataque contra todo o mundo islâmico", teria dito o presidente Ahmadinejad.

Um porta-voz do Ministério do Exterior do Irã disse que as alegações de Israel, de que os soldados capturados pelo Hezbollah tinham sido levados para o Irã, são "simplesmente absurdas".

O embaixador sírio para os Estados Unidos, Imad Mustafa, disse que o governo americano deveria usar seu poder para encerrar o ataque israelense contra o Líbano.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu moderação ao governo israelense, mas também exigiu que a Síria pressione o Hezbollah para que o grupo ponha fim aos ataques contra Israel.

O governo dos Estados Unidos autorizou que famílias de funcionários da embaixada em Beirute deixem a cidade e pediu que cidadãos americanos evitem viagens ao Líbano.

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Governos europeus condenam escalada da violência.
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