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Atualizado às: 14 de julho, 2006 - 01h16 GMT (22h16 Brasília)
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Ataques de Israel já mataram mais de 50 no Líbano
Israelense mostra restos do foguete disparado contra cidade de Safed
Israelense mostra restos do foguete disparado contra cidade de Safed
Os ataques de Israel contra o Líbano mataram mais de 50 pessoas, a maioria civil. Entre as vítimas estavam quatro brasileiros.

Nos ataques do Hezbollah contra Israel, um civil israelense foi morto.

As forças israelenses continuam atacando o país por terra, mar e ar, depois da captura de dois soldados israelenses pelo grupo militante libanês Hezbollah.

Forças de Israel dispararam contra o aeroporto de Beirute, incendiando tanques de combustível, e atingiram a principal estrada entre a capital e Damasco, capital da Síria.

O Hezbollah, por sua vez, atingiu cidades israelenses com foguetes e fontes israelenses afirmam que o grupo disparou contra a cidade portuária de Haifa.

A polícia de Israel afirmou que dois foguetes caíram em uma área cristã de Haifa, chamada Stella Maris. Não há informações de feridos ou danos.

O Hezbollah negou estar por trás da ação, embora, mais cedo, a milícia tivesse ameaçado atacar Haifa se Israel bombardeasse Beirute.

Haifa, a terceira maior cidade do país, está situada a mais de 30 quilômetros da fronteira libanesa, e parecia fora do alcance do Hezbollah.

O grupo lançou nos últimos dias diversos mísseis sobre Israel, mas nenhum além de uma distância de 20 quilômetros. Nos últimos dois dias os ataques do Hezbollah com foguetes matou pelo menos dois israelenses e feriu dezenas.

O embaixador israelense em Washington, Danny Ayalon, descreveu o incidente de Haifa como uma "importante escalada" na mais recente crise no Oriente Médio.

Ataques a Beirute

O aeroporto internacional de Beirute foi atacado pela segunda vez após o incidente em Haifa.

Nesta quinta-feira, disparos feitos por aeronaves israelenses deixaram uma cratera na principal pista de decolagem do aeroporto da capital libanesa.

Horas antes, passageiros e funcionários estavam sendo retirados do local. Mais tarde, o aeroporto foi fechado.

A Força Aérea israelense também atacou o prédio do canal de televisão do Hezbollah, Al-Manar, num subúrbio ao sul de Beirute.

A tensão entre Israel e o Hezbollah aumentou depois que o grupo militante capturou dois soldados israelenses na quarta-feira.

Navios de guerra israelenses bloquearam portos libaneses.

Telefonema

Segundo um canal de televisão da Síria, o presidente do Irã Mahmoud Ahmadinejad telefonou para o presidente sírio Bashar al-Assad na quinta-feira para dizer que haverá uma "resposta violenta" no caso de um ataque de Israel contra a Síria.

"Se o regime sionista cometer outra ação estúpida e atacar a Síria, este ataque será considerado como um ataque contra todo o mundo islâmico", teria dito o presidente Ahmadinejad.

Autoridades libanesas afirmaram que a estrada que liga Damasco ao Líbano foi fechada depois que jatos israelenses atacaram o local.

O ataque noturno ocorreu nas montanhas do centro do Líbano e não se sabe qual o dano causado.

O Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência nesta sexta-feira a pedido do Líbano.

A Rússia, França e União Européia afirmaram que a resposta de Israel à captura dos dois soldados foi desproporcional.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu que Israel fosse mais moderado, mas também exigiu que a Síria pressionasse o Hezbollah para que o grupo ponha fim aos ataques contra Israel.

Ministros libaneses pediram um cessar-fogo com Israel, afirmando que todos os meios devem ser usados para por fim a "agressão aberta" contra seu país.

O porta-voz do governo israelense, Mark Regev, disse que Israel estava respondendo a um "ato não provocado de agressão" do Líbano.

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