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Atualizado às: 14 de julho, 2006 - 04h49 GMT (01h49 Brasília)
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Israel ataca área do Hezbollah em Beirute
Fumaça no aeroporto após segundo ataque israelense
Israel atinge tanque de combustível em segundo ataque a aeroporto
Israel ampliou a ofensiva no Líbano, com ataques aéreos nos bairros do sul da capital, Beirute, conhecidos como a fortaleza dos militantes do Hezbollah.

Jatos também acertaram uma usina de energia elétrica, a estrada para o aeroporto e a estrada que liga Beirute à capital da Síria, Damasco, segundo autoridades do Líbano.

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) fará uma reunião de emergência nesta sexta-feira, em Nova York, para discutir a escalada da violência no Oriente Médio.

O encontro foi pedido pelo Líbano depois do início da ofensiva israelense. Representantes dos dois países participarão da reunião e ouvirão o parecer dos analistas da ONU.

Violência

A ofensiva que já deixou 50 mortos no total, entre eles quatro brasileiros, começou depois da captura de dois e morte de oito soldados israelenses pelo Hezbollah.

Israel afirma ter atingido 18 alvos do Hezbollah nos últimos ataques marítimos e aéreos.

A polícia do Líbano afirma que outros 50 civis ficaram feridos durante os ataques noturnos de Israel à Beirute. O canal de televisão do Hezbollah também afirmou que mais duas pessoas foram mortas.

Imagens de televisão mostravam os danos a pontes e bombeiros tentando apagar os incêndios.

Israel alertou que o sul de Beirute pode ser atingido, despejando panfletos pedindo que os moradores não se aproximem de lugares onde ficam militantes do Hezbollah. Os escritórios do líder do grupo, Hassan Nasrallah, ficam na região.

O primeiro-ministro Ehud Olmert fez uma reunião de emergência com chefes de segurança na noite de quinta-feira, ordenando que a ofensiva no Líbano seja ampliada.

Um tanque de armazenamento foi atingido na usina de Jiyyeh, no sul de Beirute, provocando um grande incêndio segundo testemunhas.

Forças terrestres em Beirute responderam aos ataques dos jatos israelenses com cargas antiaéreas.

Estrada

A estrada que liga o Líbano a Damasco, na Síria, foi fechada devido a ataques de jatos israelenses na região central e montanhosa, segundo autoridades libanesas.

Na quinta-feira as forças de Israel atacaram duas vezes o aeroporto internacional de Beirute. E com navios israelenses bloqueando a costa, o Líbano está praticamente isolado.

Os foguetes disparados pelo Hezbollah contra Israel mataram pelo menos duas pessoas e feriram dezenas nos últimos dois dias.

O grupo militante alertou mais cedo que os ataques em Beirute iriam desencadear mais ataques com foguetes contra alvos israelenses, incluindo a cidade de Haifa, a terceira maior de Israel.

Foguetes foram lançados contra a cidade na quinta-feira. O Hezbollah negou responsabilidade por este ataque, mas o embaixador israelense em Washington, Danny Ayalon, descreveu o incidente como uma "grande escalada" da crise.

Reunião

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que está "profundamente preocupado" com a violência e que enviaria uma equipe de representantes ao Oriente Médio.

Danny Ayalon disse que a comunidade internacional deve deixar claro ao Irã e à Síria - que, segundo Israel, formam um "eixo do terror" junto com o Hezbollah e o grupo militante palestino Hamas - que estes países estão "brincando com fogo".

O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad aumentou ainda mais a tensão, afirmando ao presidente sírio Bashar al-Assad em um telefonema que haveria uma "resposta cruel" a qualquer ataque de Israel contra a Síria.

"Se o regime sionista cometer outra ação estúpida e atacar a Síria, este ataque será considerado como um ataque contra todo o mundo islâmico", teria dito o presidente Ahmadinejad.

Um porta-voz do Ministério do Exterior do Irã disse que as alegações de Israel, de que os soldados capturados pelo Hezbollah tinham sido levados para o Irã, são "simplesmente absurdas".

O embaixador sírio para os Estados Unidos, Imad Mustafa, disse que o governo americano deveria usar seu poder para encerrar o ataque israelense contra o Líbano.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, pediu moderação ao governo israelense, mas também exigiu que a Síria pressione o Hezbollah para que o grupo ponha fim aos ataques contra Israel.

O governo dos Estados Unidos autorizou que famílias de funcionários da embaixada em Beirute deixem a cidade e pediu que cidadãos americanos evitem viagens ao Líbano.

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Governos europeus condenam escalada da violência.
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