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Atualizado às: 14 de julho, 2006 - 23h23 GMT (20h23 Brasília)
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Hezbollah diz estar pronto para 'guerra aberta'
Local bombardeado por Israel
Alvos civis e do Hezbollah foram atingidos por Israel no Líbano
O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, prometeu uma "guerra aberta" contra Israel, em mensagem transmitida pouco depois que os seus escritórios na capital libanesa, Beirute, foram bombardeados por Israel nesta sexta-feira.

“Vocês queriam guerra aberta e nós estamos prontos para uma guerra aberta”, disse Nasrallah.

O líder do Hezbollah prometeu “guerra em todos os níveis” e disse que a cidade portuária de Haifa seria atacada além de outras cidades israelenses.

“Nossas casas não serão as únicas destruídas, nossos filhos não serão os únicos mortos”, disse.

"Olhe para o navio de guerra que atacou Beirute, que queima e afunda diante dos seus olhos", disse Nasrallah em seu pronunciamento no canal de televisão do Hezbollah.

Israel afirmou que quatro de seus soldados estão desaparecidos depois que um de seus navios foi danificado por um míssil disparado pelo Hezbollah. Esta seria a primeira vez que o Hezbollah usa este tipo de arma.

O navio foi rebocado de volta para Haifa, em Israel, e a busca pelos desaparecidos continua.

Israel também informou que um foguete do Hezbollah, cujo alvo era um de seus navios, atingiu um navio civil nas primeiras horas do sábado.

Ileso

O grupo militante disse que o seu líder saiu ileso do ataque e não ficou claro quando as palavras de Nasrallah foram gravadas.

O ataque ocorreu num momento em que Israel intensificou sua ofensiva para libertar dois soldados israelenses capturados pelo Hezbollah. Mais de 60 libaneses foram mortos até agora.

Israel confirmou que um de seus navios foi levemente danificado por mísseis lançados da costa no Líbano.

Mais tarde autoridades militares não identificadas teriam afirmado que o leme do navio foi danificado, o heliporto foi atingido e o navio continuava em chamas horas depois do ataque.

O chefe do Estado Maior israelense, o general Dan Halutz, disse que os soldados ainda estão vivos.

Um terceiro soldado, capturado por militantes palestinos na Faixa de Gaza, onde as forças israelenses estão realizando uma operação separada, também está vivo, disse Halutz.

O Hezbollah prosseguiu com o lançamento de mísseis no norte de Israel - 70 foram lançados só na sexta-feira.

Uma mulher e sua filha morreram em um ataque à cidade de Meron. Dois israelenses morreram em ataques na quinta-feira.

O Exército israelense ordenou que moradores da cidade de Haifa se refugiassem em abrigos antiaéreos, um dia depois que a cidade foi atingida por mísseis, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Conselho de Segurança

Em uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, o Líbano pediu o fim da operação israelense.

"O Conselho de Segurança se reúne hoje sob o espectro de uma agressão generalizada, agressão bárbara por parte de Israel contra minha nação, o Líbano”, disse Nouhad Mahmoud, embaixador libanês na ONU.

Mahmoud acrescentou que a ofensiva está destruindo a infra-estrutura e causando a mortes de civis inocentes tendo a comunidade internacional como testemunha.

O embaixador israelense Dan Gillerman disse que Israel não teve escolha a não ser reagir à agressão do Hezbollah, descrevendo o grupo como simplesmente “o dedo do braço longo e manchado de sangue da Síria e do Irã”.

O presidente francês Jacques Chirac disse que os ataques aéreo de Israel foram “completamente desproporcionais” e o Vaticano descreveu os ataques como um ataque a uma nação soberana e livre.

O embaixador americano na ONU, John Bolton, pediu ao governo libanês que desarme o Hezbollah.

"Todas as milícias no Líbano, inclusive o Hezbollah, têm que desarmar e debandar imediatamente, e o governo libanês tem que ampliar e exercer o seu controle exclusivo sobre todo o território libanês", afirmou Bolton.

O primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert disse que vai aceitar um cessar-fogo se o Hezbollah libertasse os dois soldados capturados e parasse de disparar foguetes contra o norte de Israel.

O Hezbollah, por sua vez, disse que os soldados capturados não serão libertados sem a libertação de prisioneiros palestinos, libaneses e de outros países árabes que estão em prisões de Israel.

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