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Atualizado às: 13 de julho, 2006 - 08h58 GMT (05h58 Brasília)
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Bombardeios de Israel matam 27 civis no Líbano
Joven libanes sinaliza perto de ponte destruída em ataque
Incursão no sul do Líbano é a primeira desde 2000
Bombardeios israelenses em território libanês durante a noite mataram 27 pessoas, entre elas dez crianças.

Horas depois, aviões israelenses dispararam foguetes contra a principal pista de decolagem do Aeroporto Internacional de Beirute, capital do Líbano, forchando o seu fechamento.

Pelo menos dois vôos foram desviados e mais tarde as instalações foram fechadas. Ainda não se sabe a extensão dos danos.

Também foi atacado o prédio do canal de televisão Al-Manar, dirigido pelo grupo militante Hezbollah, num subúrbio ao sul da capital libanesa.

Navios de guerra israelenses entraram no espaço libanês impondo um bloqueio naval ao país.

As ações de Israel contra o Líbano foram duramente criticadas pelos governos da França e da Rússia.

O ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy, disse que os bombardeios de Israel são "um ato desproporcional de guerra" que pode levar a uma "espiral de violência, com o risco de desestabilizar toda a região.

Já o Ministério do Exterior russo divulgou uma nota também chamando os ataques de "desproporcionais" e dizendo que civis estavam sofrendo com as ações.

Representantes do governo dos Estados Unidos pediram calma aos dois lados do conflito, mas afirmaram que Israel tem o direito de se defender.

O confronto na região, o pior desde 1996, começou depois que militantes do Hezbollah capturaram dois soldados israelenses na fronteira e exigiram a libertação de prisioneiros árabes em troca, na quarta-feira.

O braço político do Hezbollah é uma força significativa no Líbano e tem um ministro no governo.

Confrontos na fronteira

Nos combates após a captura dos soldados, as forças de Israel sofreram as piores perdas dos últimos anos na fronteira libanesa.

Ao todo, oito soldados israelenses morreram e dois ficaram feridos.

Três deles foram mortos em uma operação do Hezbollah que atravessou a fronteira e outros quatro morreram quando um tanque explodiu na ofensiva subseqüente, a primeira realizada por Israel desde 2000. O oitavo soldado morreu em uma batalha seguinte.

O ataque contra o aeroporto, que fica nos subúrbios controlados pelo grupo militante, foi confirmado pelo Exército israelense, que alega que o local "era utilizado para a transferência de armas e suprimentos para a organização terrorista Hezbollah."

Israel já havia lançado ataques contra pontes e estradas no sul do Líbano na noite de quarta-feira.

O Exército israelense disse que os ataques têm o objetivo de impedir que o Hezbollah mude os soldados capturados de lugar.

A ofensiva foi realizada depois que uma sessão de emergência do gabinete israelense endossou uma resposta firme contra os militantes.

Pelo menos dez dos 27 mortos nos ataques seriam membros de uma família da vila de Dweir.

O Hezbollah respondeu disparando foguetes contra a cidade de Nahariya, no norte de Israel, na manhã desta quinta-feira.

Autoridades médicas afirmaram que uma israelense de 40 anos morreu depois que sua casa foi atingida no ataque.

'Sonhando'

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, afirmou que considera o governo libanês responsável pela captura dos soldados, mas o primeiro-ministro do Líbano, Fuad Siniora, negou ter conhecimento das operações do Hezbollah e se recusou a assumir qualquer responsabilidade.

O líder do Hezbollah, Hussein Nasrallah, disse que os dois soldados israelenses capturados continuarão em seu poder até que Israel concorde em libertar prisioneiros libaneses.

Nasrallah afirmou que os militares estão "em um canto distante do Líbano", mas que sua liberdade está condicionada à disposição israelense de negociar.

Ele acrescentou que o Hezbollah está pronto para um confronto, se Israel optar por uma escalada da violência.

Hussein Nasrallah disse que "se os israelenses estão pensando em levar adiante uma operação militar para recuperar (os soldados), estão sonhando".

"Os prisioneiros em nosso poder só retornarão a Israel através de negociações indiretas, intercâmbio de prisioneiros e paz."

"Não queremos a escalada (da violência), não queremos levar a região para uma guerra. Entretanto, se o inimigo Israel quer a escalada, estamos preparados para o confronto", declarou Nasrallah.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu a libertação dos soldados e também o recuo das tropas israelenses.

A secretária de Estado americana, Condolezza Rice, disse que as ações do Hezbollah ameaçam o equilíbrio na região.

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