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Atualizado às: 12 de julho, 2006 - 23h51 GMT (20h51 Brasília)
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Israel realiza novos ataques aéreos no Líbano
Joven libanes sinaliza perto de ponte destruída em ataque
Incursão no sul do Líbano é a primeira desde 2000
Israel lançou novos ataques a pontes e estradas no sul do Líbano na noite desta quarta-feira, em meio à operação de busca de dois soldados israelenses capturados por militantes do Hezbollah.

O Exército israelense disse que os ataques têm o objetivo de impedir que o Hezbollah mude os soldados de lugar.

A ofensiva foi realizada depois que uma sessão de emergência do gabinete israelense endossou uma resposta firme contra os militantes.

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que a captura foi "um ato de guerra", mas o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, insistiu que os dois soldados só serão devolvidos depois de negociações.

Nasrallah afirmou que se Israel quiser uma escalada da crise, suas forças estarão dispostas a um confronto.

Olmert afirmou que considera o governo libanês responsável, mas o primeiro-ministro do Líbano, Fuad Siniora, negou ter conhecimento da operação do Hezbollah e se recusou a assumir a responsabilidade pela captura dos soldados.

Pelo menos oito soldados israelenses e dois civis libaneses morreram desde que os soldados foram capturados.

Três soldados israelenses foram mortos em uma operação do Hezbollah que atravessou a fronteira e outros quatro morreram quando um tanque explodiu na ofensiva subseqüente, a primeira realizada por Israel desde 2000. O oitavo soldado morreu um uma batalha seguinte.

O Hezbollah está pedindo a libertação de prisioneiros palestinos, libaneses e de outros países árabes, detidos em prisões israelenses.

Reunião de emergência

Aeronaves israelenses estão sobrevoando o sul do Líbano e soldados entraram em uma área no sudoeste do país, perto do local onde os soldados foram capturados.

Uma das últimas operações, durante a noite de quarta-feira, teve como alvo a estrada principal que liga Beirute com o sul perto do vilarejo de Damour, a 16 quilômetros da capital.

Pelo menos 16 libaneses teriam ficado feridos nos ataques.

As notícias dos choques foram divulgadas enquanto Israel faz uma grande ofensiva na Faixa de Gaza. A operação visa libertar o soldado israelense de 19 anos, Gilad Shalit, que foi capturado por militantes palestinos no dia 25 de junho.

Um total de 23 palestinos foram mortos nesta quarta-feira, no pior dia de choques desde o início da ofensiva.

O primeiro-ministro israelense Ehud Olmert presidiu uma reunião de emergência de seu gabinete de governo que discutiu as próximas ações, mas já descartou negociações.

Israel entrou com uma reclamação junto à ONU, pedindo que o Conselho de Segurança reforce resoluções pedindo que o governo do Líbano desarme as milícias e estenda a autoridade por todo seu território.

Em Washington a Casa Branca pediu pela libertação imediata dos soldados israelenses capturados, afirmando que o Irã e a Síria são os responsáveis pelo ataque.

'Sonhando'

O líder do grupo libanês Hezbollah, Hussein Nasrallah, disse que os dois soldados israelenses capturados nesta quarta-feira só serão liberados se Israel concordar em libertar prisioneiros libaneses.

Nasrallah afirmou que os militares estavam "em um canto distante do Líbano", mas que sua liberdade estava condicionada à disposição israelense de negociar.

Ele acrescentou que o Hezbollah estava pronto para um confronto, se Israel optasse por uma escalada da violência.

Hussein Nasrallah disse que "se os israelenses estão pensando em levar adiante uma operação militar para recuperar (os soldados), estão sonhando".

"Os prisioneiros em nosso poder só retornarão a Israel através de negociações indiretas, intercâmbio de prisioneiros e paz."

"Não queremos a escalada (da violência), não queremos levar a região para uma guerra. Entretanto, se o inimigo Israel quer a escalada, estamos preparados para o confronto", declarou Nasrallah.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, pediu a libertação dos soldados e também o recuo das tropas israelenses.

A secretária de Estado americana, Condolezza Rice, disse que as ações do Hezbollah ameaçam o equilíbrio da região.

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Saiba mais sobre o conflito entre Israel e palestinos.
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